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Baratas ‘invadem’ PS

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

No dia de ontem, além da habitual demora no atendimento do Pronto-Socorro Central (PSC), os usuários tiveram que lidar com outro incômodo: a “invasão” de baratas. Elas estavam por toda a parte do estacionamento que dá entrada ao PSC e também na sala de espera. Diante da cena, usuários inconformados e funcionários tentavam se livrar dos insetos.

De acordo com um dos enfermeiros em exercício no dia Natanael Costa, as baratas surgiram por conta do processo de detetização realizado a cada seis meses em todo o prédio e que começou na manhã de ontem e se estenderia até o começo da tarde. “Respeitando as medidas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), este procedimento é padrão e, toda vez que é realizado, as baratas saem dos ralos praticamente mortas”, disse.

Questionado sobre as condições de higiene da instituição, o enfermeiro afirmou que todos os funcionários passam por cursos especializados, justamente para garantir a limpeza do PSC. “As condições de higiene estão normais, mas as baratas aparecem mesmo assim”.

O mesmo não é compartilhado pela operadora de marketing Maria de Fátima Silva que estava acompanhando a mãe, que sofria de artrose. “As baratas contaminam. Você vem aqui para se curar e corre o risco de sair mais doente”, afirmou a operadora, que ainda acrescentou. “Faz mais de duas horas que estamos esperando o médico, mas no lugar dele, apareceram baratas”.

O trabalhador de um supermercado Vinícius Ferreira da Silva também estava com a mesma preocupação. “Vim para tomar uma injeção e apareceram essas baratas. Isso me preocupa, porque indica que o prédio não está limpo”, colocou.

O estudante de engenharia mecânica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Ricardo Pio, que foi ao PSC para uma consulta de rotina, estava se divertindo com a situação. “Nossa! Começou a surgir barata por tudo quanto é lado, o pessoal ficou desesperado”, disse o estudante enquanto pisava sobre alguns insetos.

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