Piratininga - O preço das aves é proporcional à dificuldade de procriação de cada um dos animais, explica o criador Marcos Oliveira, de Piratininga (a 13 quilômetros de Bauru). “Tem um faisão, o coleira, que é o mais simples de criar. O casal custa R$ 80,00, é aquele usado em restaurantes. Já vendi para restaurantes da Capital, Ourinhos e Marília”, diz.
Já o casal do faisão resplandecente, um dos mais raros, explica Oliveira, custa em torno de R$ 7.000,00 a R$ 8.000,00. “Nós não temos aqui. Um criador que conheço tem um casal desse faisão há oito anos e até hoje não conseguiu nenhum filhote.”
Oliveira explica que uma fêmea do faisão coleira bota 50 a 60 ovos por ano. A fêmea do resplandecente, por sua vez, bota dois ovos por ano. “Um nasce e outro morre”, diz. Com o cisne acontece o mesmo. O casal de cisne negro custa em torno de R$ 2.000,00, a partir dele nascem em torno de seis filhotes/ano. Já o casal de cisne branco, que apresenta dificuldades na procriação, custa entre R$ 6.000,00 e R$ 7.000,00 e só se consegue dois filhotes/ano.
O criadouro de Piratininga só vende casais de aves na fase adulta, exceção para os pintinhos de galinha exóticas. “A ave mais rara e mais cara que eu tenho aqui é o pavão verde de Java. Um casal custa em torno de R$ 2.000,00. Eu vendo para o Brasil todo” , afirma.
De acordo com Oliveira, todas as aves são descendentes de animais importados. “Atualmente não há possibilidade de importação. As exigências são muitas, por causa de gripe viária. O Ministério da Agricultura está certo, não podemos colocar em risco o Brasil, que é o maior produtor de frango de abate do mundo” , opina.
O criador pretende exportar e para isso já está providenciando a documentação exigida pelo Ibama. “As aves que criamos são exóticas, ainda não temos as silvestre. Pretendemos ter papagaio, arara e tucano.”
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Trajeto do Ovo
Desde o momento em que a ave bota o ovo até ele dar origem a um novo ser, o ovo caminha por uma longa estrada. De cada 100 ovos colocados na chocadeira digital, 80 vingam. “Cerca de 80% dão origem a outra ave. Os demais são descartados”, explica o criador de aves exóticas Marcos Oliveira.
Os ovos são recolhidos todos os dias em todos os viveiros. Em seguida, eles são colocados numa sala especial com temperatura e umidade controlada. “As aves de raça pura, a maioria, não choca. Tiramos os ovos.”
A sala tem que manter a temperatura máxima de 20ºC. “Se ficar muito quente, os ovos começam a chocar. Por isso usamos o ar-condicionado para manter a temperatura. Para manter a umidade, nós colocamos vasilhas com água”, diz Oliveira.
Nessa sala, os ovos podem ficar, no máximo, oito dias. “Os ovos vão para a chocadeira. Os ovos de galinha ficam 18 dias na chocadeira. Quando faltam três dias para o ovo eclodir, vai para o nascedouro.”
Nas chocadeiras portáteis e digitais, tudo é controlado. A data de entrada e saída, temperatura, umidade. "Essas chocadeiras são de última geração. Elas fazem tudo sozinhas, imitando a galinha.”
Vinte e quatro horas depois do nascimento, o filhote da ave ainda permanece no nascedouro, só então é que vai para o berçário, onde recebe a primeira vacina. “Os pintinhos recebem uma vacina no primeiro dia de vida, em jejum. Depois de oito dias, os filhotes encaram mais uma etapa da vacinação, ao todo são dez vacinas”, afirma Oliveira.
No berçário, o filhote permanece 15 dias ou mais, dependendo da raça da ave. Os pintinhos das galinhas exóticas ficam 15 dias. É no berçário que é possível visualizar as características de cada ave. O marreco branco de pompom, por exemplo, nasce amarelo, com o pompom na cabeça.