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Tênis: Agassi perde e dá adeus ao esporte

Folhapress
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Nova York - O placar acabava de decretar: 2 sets a 1 para o alemão Benjamin Becker. À beira da quadra, Andre Agassi, 36 anos, sentou-se em seu banco e olhou fixo para cima. Durante quase um minuto, não tirou os olhos do céu. Parecia pedir para que o set que começaria não fosse seu último.

Fez por onde. Correu, lutou e fez pontos fantásticos, mesmo com as dores estampadas em seu semblante. Mas o placar que antes acusava 2 sets a 1 era cruel: 3 sets a 1 para o adversário. Pela 1.114ª vez, Agassi saía de uma quadra de tênis. Desta vez, para não mais voltar.

Vindo do qualifying e sem parentesco com Boris Becker, mas com uma virtude que consagrou “Boom-Boom”: um saque violento e de difícil devolução, os aces de Becker minaram o americano. Tanto que o último deles encerrou a carreira de Agassi, após três horas e três minutos. Três sets a um, com 7/5, 6/7(4), 6/4 e 7/ 5.

Agassi, aplaudido por 23 mil pessoas no estádio Arthur Ashe, chorava copiosamente. Agassi retribuiu o apoio do público. “Fiz o que pude, mas o corpo não ajudou”, disse, sobre as dores nas costas que tem sentido nos últimos anos. Para jogar hoje, ele precisou de injeções de antiinflamatórios. “Só com o apoio de vocês é que alcancei sonhos que nunca imaginava. Vou guardar isso para o resto da vida.”

Vida que parecia traçada ao topo do tênis desde o berço. Agassi deu suas primeiras rebatidas aos dois anos e meio. Aos seis, batia na bola cedo. E com força. Fazia graça, também. Usava cabelos longos, brincos, bermudas jeans. Era um personagem de si mesmo, uma mistura de surfista e cantor de rock. Multicampeão, dizia jogar só para alegrar o público. Virou um dos maiores da história. E que, a partir de hoje, só poderá ser visto em videoteipes.

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