Geral

Cohab repara casas da Bela Olinda

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de três anos de luta, inclusive judicial, 45 moradores do Núcleo Habitacional Quinta da Bela Olinda terão suas casa recuperadas pela Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Bauru. Problemas estruturais colocavam alguns imóveis em risco e prejudicavam a rotina diária dos habitantes do bairro. Oito muros de arrimo estão sendo construídos e 37 taludes se encontram em fase de recomposição.

As casas com problemas mais graves se situam nas ruas Carlos Linares Roda e Riowa Hokama, que são paralelas e apresentam desnível acentuado do solo. Ao invés de construir muros de arrimo, que garantiriam a segurança tanto dos moradores da rua com nível mais alto quanto dos vizinhos de fundo no nível mais baixo, a Cohab optou por fazer taludes (espécie de corte transversal no solo que impede que a terra). Com o tempo, houve erosão. Alguns moradores construíram muros de arrimo improvisados.

Em reportagem veiculada pelo JC em fevereiro de 2003, moradores do núcleo, que possui 189 casas, afirmaram que as residências apresentavam rachaduras, infiltrações e goteiras, e decidiram entrar na justiça. Em janeiro deste ano, o Ministério Público Federal (MPF), depois de avaliar um projeto entregue pela Cohab, autorizou que a companhia fizesse os reparos de oito muros de arrimo e 37 taludes.

Reformas

As reformas começaram no dia 31 de julho e serão realizadas em duas etapas. Segundo o engenheiro da Cohab que supervisiona a obra, Ronaldo Betteto, no primeiro momento serão reconstituídos os taludes e levantados os muros de arrimo nos locais de risco. Depois, serão feitos reparos dos vícios construtivos.

Uma empresa terceirizada foi contratada para executar o serviço. O prazo para o término da primeira fase das obras é de 90 dias. A segunda fase começa em 20 dias, mas o engenheiro acredita que se estenda por muito tempo. O orçamento apenas para a primeira fase ficou em aproximadamente R$ 150 mil.

A demora para início da obras - mais de 7 meses após a decisão do MPF - tem explicação. Segundo Betteto houve problemas durante a licitação. “Existe um processo normal, de montar o edital, que já demora. Depois disso, nenhuma empresa se interessou em fazer o serviço. A prefeitura teve que fazer a pesquisa de preço por conta própria e contratou uma empresa de Lins.”

Rosymar Oliveira de Souza Antunes, membro da associação de moradores do bairro, acredita que parte dos anseios serão atendidos. “Nós pleiteávamos mesmo a construção dos muros de arrimo em todas as casas. Trazendo a segurança de volta e resolvendo os problemas estruturais, nós já ficamos mais contentes”, afirma.

Comentários

Comentários