José Carlos Mendes Brandão. O nome do poeta, que nasceu em Dois Córregos e fixou residência em Bauru, despertou o desejo de conhecer a cidade de nome semelhante: Bueno Brandão, em Minas Gerais. A visita rendeu um poema e o poema, o terceiro lugar do Prêmio OFF Flip de Literatura, realizado pela primeira vez em agosto deste ano paralelo à quarta edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
De acordo com o poeta, 200 autores de todo o Brasil inscreveram seus textos sob a temática da terra. Com o resultado, no dia 21 de julho, Brandão recebeu como prêmios estadia em Paraty durante o Flip, convites para algumas atividades, além da publicação do texto na antologia comemorativa aos 40 anos da Editora Nova Fronteira, com lançamento previsto para este mês. “Fiquei muito feliz! O evento foi formidável. Estar lá no meio de tantos escritores e na presença do mar foi excelente”, diz.
O nome da pequena cidade de Bueno Brandão, localizada no sul de Minas Gerais, despertou a curiosidade do poeta em 2002. “Quis conhecê-la por causa da semelhança com o meu nome e gostei do lugar. Lá, a natureza se faz muito presente”, enaltece Brandão, que transmitiu em palavras todo o encanto pela cidade.
Brandão nasceu em 1947 em Dois Córregos. Em Bauru, terminou, em 1970, o curso de letras, oferecido pela Faculdade de Filosofia (Fafil) das Apóstolas do Sagrado Coração, hoje Universidade do Sagrado Coração (USC). Depois de lecionar em Santos, Bauru e região, Brandão se aposentou em 2001.
Membro da Academia Bauruense de Letras (ABL) há cerca de dez anos, o poeta já publicou quatro livros: “O Emparedado”, 1975; “Exílio”, 1983 que recebeu o prêmio “José Ermírio de Moraes”, do Pen Centre de São Paulo, em 1984; “Presença da Morte”, 1991, premiado pela V Bienal Nestlé de Literatura Brasileira em 1991, e “Poemas de Amor”, 1999.
Questionado sobre os motivos que o levaram à poesia aos 15 anos, o autor faz uma pausa e responde: “Muitos autores escrevem livros sobre isso... mas, para mim, foi a necessidade de expressão e de dar forma à sensibilidade”. Na gaveta, Brandão acumula ainda três livros de poesias e dois de contos sem projeto de publicação.