Internacional

Justiça declara Calderón presidente

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

México - O conservador Felipe Calderón foi proclamado ontem o novo presidente do México pelo Tribunal Federal Eleitoral, depois de dois meses da batalha judicial sobre o resultado da eleição de 2 de julho. Os sete juízes do tribunal decidiram por unanimidade que não houve fraude na eleição. Calderón foi eleito por apenas 233 mil votos de vantagem sobre o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, com 14.916.927 votos (Obrador obteve 14.683.096).

A decisão finaliza dois meses de incerteza após a eleição presidencial no país. O conservador Felipe Calderón garante a vaga de presidente eleito, nas eleições presidenciais mais disputadas da história recente do México. Calderón deve tomar posse no dia 1 de dezembro, para um mandato de seis anos.

O artigo 99 da Constituição mexicana estabelece que as decisões do Tribunal são “definitivas e inatacáveis”, o que faz com que a decisão de ontem seja inapelável. O Tribunal Eleitoral avalia e argumenta também se houve igualdade na disputa e se foram cumpridos os princípios de certeza, legalidade, independência, imparcialidade e objetividade, e se o voto foi livre.

No último domingo, López Obrador disse que não reconheceria a vitória de Calderón. “Nunca aceitaremos a usurpação, nem reconheceremos o títere (Calderón) que o governo quer impor.”

López Obrador havia pedido ao governo federal, ao Exército e às autoridades eleitorais que se mantivessem “à margem da resistência civil pacífica” que leva a cabo com seus seguidores há mais de um mês em protesto contra a suposta fraude eleitoral.

O atual presidente do México, Vicent Fox, parabenizou Calderón - ambos são do Partido da Ação Nacional (PAN) - pela vitória. Em uma breve mensagem, Fox convidou todos os setores políticos a participar de um diálogo. O presidente do México desejou a seu sucessor “o melhor para sua gestão frente ao grande esforço coletivo de todos os mexicanos”. Fox também parabenizou os candidatos e a candidata que participaram das eleições de 2 de julho, ainda que tenha evitado falar seus nomes.

Comentários

Comentários