Havana - Em texto ontem no jornal oficial “Granma”, o ditador de Cuba, Fidel Castro, afirmou que o pior de sua doença já passou e que terá condições de recepcionar autoridades para a 14.ª Cúpula dos Países Não-Alinhados, em Havana, na próxima semana. “Pode-se afirmar que o momento mais crítico ficou para trás. Hoje me recupero a ritmo satisfatório. Nos próximos dias, vou receber visitantes distintos”, declarou.
Fidel contou ter perdido 18,6 quilos desde a operação no intestino no fim de julho e que, há alguns dias, tirou o último ponto cirúrgico. Não havia informações oficiais sobre a saúde do líder cubano desde o dia 13 de agosto.
O “Granma” também publicou sete fotos de Fidel sentado, lendo e escrevendo e vestido com pijama azul.
Apesar do otimismo, o ditador afirmou que sua recuperação total ainda levará tempo e que nem todas as suas atividades durante a cúpula poderão ser registradas. Assim, Raúl Castro, que assumiu interinamente o poder após a hemorragia intestinal do irmão, é quem deve ser o anfitrião do evento.
Havia o temor de que Fidel não pudesse participar da cúpula do Movimento dos Não-Alinhados, do qual assumirá a liderança pela segunda vez. Fidel defendeu o sigilo em torno de sua doença: “Todos devemos compreender que não é conveniente oferecer sistematicamente informação nem imagens do meu processo de saúde.”