Tribuna do Leitor

União ibérica


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É sabido que o Brasil antes mesmo de ser descoberto já pertencia a Portugal. Esse caso único de infelicidade congênita começou com o retorno de Colombo à Europa em 1493, isso porque em vez de ir direto para Espanha, o digno genovês resolveu comer uma bacalhoada acompanhada pelo legítimo vinho do Porto em Lisboa, e deu com a língua nos dentes.

O rei de Portugal, d. João I, sabendo das novas descobertas, reivindicou parte das novas terras ou declararia guerra à Espanha. Os espanhóis, que não queriam saber de briga, assinaram no dia 7 de junho de 1494 na cidade de Tordesilhas fronteira com Portugal o tratado que garantiu terras no novo continente para Portugal. O rei d. Sebastião I morre sem deixar filhos, foi substituído por seu tio, o cardeal rei d. Henrique no ano de 1579. No ano seguinte morre o senhor cardeal rei, e deixa Portugal sem lenço, sem documento e sem rei.

Felipe II, rei de Espanha, neto pelo lado materno de d. Manuel I, não perde tempo; candidatou-se ao trono vago, e foi eleito usando todas as malandragens disponíveis na época, no ano seguinte foi aclamado rei de Portugal. Durante sessenta anos, de 1580 a 1640, o povo brasileiro foi governado pela Espanha.

Acreditamos que os sonhos dos novos colonizadores, Portugal e Espanha não começaram com o fim da guerra fria e sim no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso que achou por bem doar o Brasil aos velhos colonizadores. Nossos bancos, sistemas de comunicação, rodovias, hidrelétricas, portos, grandes áreas de terra, rede de hotéis, companhias aéreas, ou seja, todo o patrimônio do povo construído em quatro séculos com muito sangue, volta para o controle dos colonizadores do século XVI e deixa o povo refém de tarifas que não são cobradas nos países colonizadores.

As histórias ruins, sempre se repetem no nosso país; malandragens políticas são praticadas há mais de quinhentos anos, e o nosso povo aprendeu que sua cidadania ou seu voto só tem importância até às 17h do dia das eleições. Dois dias depois das eleições, quando o cidadão comum ou a imprensa encontra o dito cujo ou o político eleito, começa o festival de piadas, ou de besteiras e de mentiras.

Exemplos: Bauru não tem buracos e sim pequenos fragmentos de asfalto, ponte inacabada, na saúde não falta nada, tem médicos, remédios, leito hospitalar, tudo disponível se o paciente tiver plano de saúde ou padrinho político, se não tiver, o paciente vai morrer à míngua e acreditando que essa foi a vontade de Deus. E não podemos esquecer dos escândalos da carne, do feijão, do lixo, do mensalão, do viaduto etc. Acho que o povo brasileiro deveria ter o direito de “desvotar”, e não ter que conviver com políticos malandros, que transformam seus gabinetes em fortaleza. Gostaria de fazer algumas perguntas: por que o povo tem que votar? Os políticos respeitam seus eleitores? O eleitor insatisfeito reclama a quem?

Eleitor, pense bem: você pode ser vítima do seu próprio veneno, ou seja, seu voto.

Geraldo Marques de Oliveira - RG 550227

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