Estado intercepta informações de que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria planejando uma rebelião na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e o assassinato de oito pessoas nas ruas. Em Bauru, a Polícia Civil e Militar garantem que nenhuma informação vinda de seus setores de inteligências apontam a possibilidade de ataques e, segundo representantes das duas forças, o feriado deve transcorrer normalmente na cidade e região.
O Centro Integrado de Inteligência do Oeste Paulista (Ciop), um sistema integrado da Polícia Civil e da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), obteve no dia 30 de agosto informações de que o crime organizado estava se preparando para atacar hoje, feriado nacional em comemoração ao Dia da Independência. O assassinato de oito pessoas e uma rebelião na P2 de Presidente Venceslau seriam as ordens da facção.
A data foi escolhida pelos líderes do PCC que se interessaram pelo movimento “Grito dos Excluídos”, que é realizado nessa data. Desde 1995, entidades sociais, movimentos populares, sindicatos e outras organizações se mobilizam contra o abismo social brasileiro neste dia.
De acordo com a assessoria de imprensa da SAP, não há informações sobre anormalidades nas unidades prisionais nos próximos dias. Para o major Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante operacional do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), Bauru e região podem permanecer tranqüilos durante o feriado. “A PM tem adotado muita cautela nesses períodos. Mas o setor de inteligência não registrou nenhuma informação sobre isso”, observa.
O delegado seccional Doniseti José Pinezi explica que nenhuma informação que apontasse a possibilidade de ameaças foi divulgada à polícia. E também avalia que o feriado será tranqüilo na cidade.
Apesar da polícia avaliar que feriado será tranqüilo para a região, o Sindicato dos Trabalhadores do Complexo Penitenciário do Centro-Oeste Paulista (Sindicop) está alerta. Desde o início dos ataques da facção, em maio, os agentes têm sido os principais alvos do PCC no Estado.
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IPA
A corregedoria da Secretaria da Administração Penitenciária ainda está averiguando as denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Complexo Penitenciário do Centro-Oeste Paulista (Sindicop) contra o diretor de disciplina do Instituto Penal Agrícola (IPA), Juarez Targino.
Na representação enviada em junho, os sindicalistas apontam irregularidades na transferência de um preso. Em sua defesa, Targino alega que os agentes não cumpriram o protocolo para a transferência do presidiário.
Anteontem, o Jornal da Cidade recebeu a cópia de um abaixo-assinado de funcionários do IPA em apoio ao diretor. No documento, 98 agentes se posicionam contra a representação do Sindicop e são contra o afastamento de Targino.