O tenente Ricardo Pasin, do 2º/5º Grupo de Aviação de Natal, dedicou boa parte da vida para conseguir realizar o sonho de se tornar piloto da FAB. “Não foi fácil. Estudei, treinei e trabalhei durante 6 anos e meio para conseguir chegar até aqui”, revela orgulhoso o tenente, que mora há um ano na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.
“Fui para a cidade de Natal para fazer o curso de piloto de caça, que é oferecido naquela base. Este é um avião de instrução. Geralmente não possui armamentos. Aquele míssil na realidade está funcionando como tanque de combustível”, explica. O tenente dá mais detalhes. “A máquina é nova, tem uma ano e meio de uso, a data de fabricação é 2005. A velocidade média de cruzeiro é de 500 quilômetros por hora. A máxima pode chegar até 600 km/k, durante algum ataque. É um avião arisco, e é preciso ter muito treinamento para conseguir pilotá-lo”, destaca.
Os Super Tucanos não utilizados apenas para treinamento. “São aviões como esse que patrulham toda a fronteira brasileira. Eles são usados para interceptação e ataque, caso exista a necessidade”, explica o tenente.
A viagem
O piloto bauruense saiu de Natal em companhia do tenente Gregore Denicoló, instrutor da base nordestina, na tarde de anteontem. Passaram a noite no Rio de Janeiro e ontem, logo pela manhã, saíram rumo ao Centro do Estado de São Paulo.
Cerca de uma hora após o pouso em Bauru, Gregore levantou vôo em direção a sua cidade natal, Florianópolis, em Santa Catarina.
No domingo, os pilotos retornam para a base de Natal. Gregore virá de Florianópolis até Bauru, de onde seguirão viagem rumo ao Nordeste. Aqueles que tiveram a curiosidade atiçada ainda terão a chance ver rapidamente a aeronave da FAB. Basta ficar atento ao céu, no domingo.