Internacional

Bagdá assume tropas no dia em que os ataques matam 19

Folhapress
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Bagdá - No dia em que os EUA transferiram ao governo iraquiano o comando das Forças Armadas do país, 19 policiais e civis foram mortos em uma série de cinco ataques ontem em Bagdá, três deles executados por homens-bomba. Também ontem, o governo iraquiano fechou a sucursal em Bagdá da TV Al Arabiya, em Dubai.

Com a medida, o premiê iraquiano, Nouri al Maliki, assume o controle militar do país. No entanto, horas antes da cerimônia, Bagdá foi atingida por uma série de explosões.

Um carro-bomba explodiu em frente a um posto de gasolina no centro da cidade, matando dez pessoas e ferindo outras 18, segundo a polícia. Outro carro-bomba foi detonado em Taiyran Square, matando três policiais e ferindo 15, segundo comunicado do escritório de governo.

Anteriormente, dois carros-bomba explodiram perto da mesquita de Al Nidaa, ao norte de Bagdá. Um deles matou três civis e feriu outros 12. O segundo não deixou vítimas.

Na região oeste de Bagdá, uma bomba deixada na beira da estrada na região de feriu quatro pessoas - entre elas, um policial. No distrito de Mansour, outra bomba matou um homem que levava a filha de 15 anos à escola. A adolescente e uma segunda pessoas ficaram feridas. Mais tarde, outras dias bombas explodiram em uma estrada importante da região oeste de Bagdá, aparentemente com o objetivo de atingir uma patrulha policial. As explosões mataram dois civis e feriram outras 15 pessoas, segundo a polícia.

A entrega do controle da segurança às forças iraquianas é vital para uma eventual retirada das tropas de coalizão lideradas pelos EUA que permanecem no país.

Depois de banir o Exército ligado ao ex-presidente Saddam Hussein, após a invasão do Iraque, em 2003, forças da coalizão realizam treinamento com um novo Exército iraquiano.

“De hoje (ontem) em diante, o Exército as responsabilidades do Exército iraquiano serão crescentes e lideradas pelos iraquianos”, afirmou o general George Casey, alto comandante do Exército dos EUA no Iraque.

No entanto, não se sabe ao certo em quanto tempo as forças iraquianas estarão preparadas para assumir sua própria segurança.

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