Política

Série Candidatos de Bauru a deputado estadual e deputado federal: ‘Candidatura não é balão de ensaio’

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

Pouco conhecido da população bauruense, o candidato a deputado estadual pelo PTB de Bauru, Ricardo Oliveira, negou que a candidatura seja utilizada para colocar o nome em evidência visando as eleições municipais de 2008, onde concorreria a prefeito. “Não tenho nenhum ‘plano B’. A minha vontade é ser eleito deputado estadual nessas eleições. Quando resolvi colocar meu nome à disposição da população, foi pensando na eleição de outubro”, disse.

Oliveira reconhece que, apesar de ser bauruense nato, ainda não é tão conhecido como os adversários, mas, segundo ele, a campanha eleitoral também serve para que os eleitores conheçam, não apenas as propostas, mas o próprio candidato. “É claro que se você tem uma bagagem de eleições anteriores, seu nome fica mais em evidência, fica na memória do eleitor. É um desafio que eu tenho que superar através da campanha”, afirmou.

Para se tornar conhecido, Oliveira aposta nas visitas aos bairros de Bauru e municípios da região, além da divulgação através do material de campanha. Ele ressalta ainda a necessidade de renovação do cenário político, por isso colocou o nome à disposição da cidade e região. “Nós estamos buscando, dentro do processo eleitoral e dentro daquilo que a legislação permite, colocar nosso nome e formar nossa imagem perante ao eleitor”, frisou.

Diferencial

Para o candidato do PTB, o que pode fazer diferença a seu favor é a experiência obtida trabalhando diretamente com o então governador Luiz Antônio Fleury Filho, entre 1991 e 1994. “Tive a oportunidade de ser assessor do governador do Estado, entre os anos de 1991 e 1994, no governo Fleury, e conheci o funcionamento da máquina pública, a interface que existe entre secretarias, autarquias, empresas públicas e de economia mista”, destacou.

Oliveira lembra ainda que chefiou o cerimonial da Assembléia Legislativa, onde, segundo ele, teve oportunidade de conhecer os caminhos do Legislativo estadual. “Assim eu pude conhecer o funcionamento do parlamento paulista, as diversas diretorias, os órgãos de apoio, as comissões temáticas, o funcionamento do plenário, enfim, pude conhecer os caminhos que o projeto de lei percorre, desde a origem no gabinete do deputado, até chegar para votação em plenário”, frisou.

De acordo com ele, esse contato com os tramites do Legislativo permitiu que ele percebesse a importância da atuação nos bastidores. “Há muitos projetos que saem do gabinete do deputado e não chegam ao plenário, eles morrem nas comissões. Aprendi a ver a importância da articulação, para que seu projeto não morra em uma das comissões”, afirmou.

Propostas específicas

Segundo Ricardo Oliveira, as propostas de um deputado não podem ser generalistas, ou seja, o petebista afirma que os deputados devem trabalhar em áreas específicas e não “atirar para todos os lados”, correndo o risco de não atingir nenhum objetivo prático. Diante dessa opinião, ele aponta dois pontos centrais em um eventual mandato: segurança pública e turismo. “Tenho uma plataforma de atuação focada na segurança pública, que é minha origem, já que fui oficial da Polícia Militar, coordenei cursos de formação de soldados, de oficiais, entre outras atividades. Tenho propostas específicas nesta área.”, disse.

Ele não acredita que lhe falta bagagem política, por não ter ocupado nenhum cargo eletivo. Para ele, a experiência adquirida como assessor do governador e chefe de cerimonial da Assembléia, lhe dão bagagem o suficiente para almejar o cargo de deputado estadual. “Muitos políticos começam como vereadores e depois tentam ser deputados, mas só aí é que eles vão conhecer o funcionamento do Estado e da Assembléia”, salientou

Com relação ao turismo, ele destaca que sua candidatura está tentando desmistificar o fato de que o turismo não atinja a maioria da população. “Nós precisamos saber que o turismo é a atividade econômica que mais gera empregos no mundo. De cada nove empregos, um é gerado pelo turismo, e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial são gerados pelo turismo e no Brasil esse número não chega a um por cento”, disse.

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