Internacional

Termina bloqueio naval no Líbano

Folhapress
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Beirute - O governo de Israel pôs fim ontem ao bloqueio naval imposto ao Líbano há oito semanas, segundo anunciou Miri Eisin, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. O bloqueio aéreo foi rompido anteontem. “O bloqueio naval foi levantado. A força naval da ONU, comandada pela Itália, assumiu a coordenação da região ao lado das forças arma das israelenses, que manterão o embargo à entrada de armas destinadas ao Hizbollah no Líbano”, disse Eisin. Ontem, 60 mil contêineres de mercadorias navegavam na região à espera da suspensão do bloqueio marítimo.

O fim do bloqueio marítimo era vital para o reinício da vida comercial e econômica do Líbano, já que 80% das importações libanesas chegam pelo mar, segundo a ONU. A porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, Christiane Berthiaume, disse que o Líbano é um país que depende do comércio exterior, pois importa 90% dos cereais que consome. Desde o início das hostilidades entre Israel e o Hizbollah em 12 de julho, cerca de 700 mil pessoas se beneficiaram da assistência da agência da ONU. No entanto, nas próximas semanas, o PMA reduzirá esse número à metade.

Enquanto isso, um primeiro batalhão de 900 militares franceses com carros de combate e outros equipamentos chegará ao Líbano na próxima semana e estará em operações em meados do mês, dentro do reforço da Unifil no sul do Líbano, previsto pela resolução 1.701 que definiu o cessar-fogo entre Israel e as milícias do Hizbollah.

A França, que prometeu um total de 2 mil homens para o reforço da Unifil, já tem 400 homens nessa força. O Exército libanês mantém sua mobilização no sul do país, em cumprimento da resolução 1.701 do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

Soldados libaneses, com o apoio de tanques, foram mobilizados em áreas do setor ocidental da região fronteiriça e estabeleceram controles nas aldeias de Bayada, Tayr Harfa, Al Jibbain, Al Bustan, Yarin, Umm al Tut, Majdel Zun, Dhayra e Maruajin, disseram fontes militares. Segundo as mesmas fontes, Israel continua mantendo algumas posições na parte meridional do país, e que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, mostrou sua esperança de que as tropas israelenses deixem a região em meados de setembro.

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