Internacional

Greve contra o governo de Evo Morales faz 10 feridos na Bolívia

Folhapress
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La Paz - O presidente Evo Morales e a oposição boliviana cantaram vitória e trocaram acusações ontem durante a tensa paralisação de 24 horas em quatro dos nove departamentos do país em protesto às ações dos governistas na recém-instalada e paralisada Assembléia Constituinte.

Ao menos dez pessoas ficaram feridas em confrontos, e as fronteiras com o Brasil e a Argentina foram fechadas.

Opositores do governo socialista não foram ao trabalho hoje e bloquearam as principais rodovias em cidades dos chamados departamentos da “meia-lua” boliviana: Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija. Ao todo, concentram um terço da população boliviana, estimada em cerca de 9 milhões.

Houve confrontos isolados entre líderes da paralisação e sindicalistas alinhados com o partido de Morales, Movimento ao Socialismo (MAS), em Santa Cruz, principal pólo econômico do país, e em Tarija, maior produtora de gás, no sul. O governo acusou a União Juvenil Cruzenhista - organização paramilitar que usa uniformes de inspiração fascista - de jogar duas bombas caseiras contra o escritório de uma rede de TV, em Santa Cruz. Os artefatos atingiram um muro e o portão principal.

Os confrontos mais violentos ocorreram a leste de Santa Cruz, entre manifestantes e simpatizantes do governo. No centro da cidade, escolas, comércio e transporte público deixaram de funcionar.

Apesar de a oposição considerar Santa Cruz seu principal bastião, as eleições constituintes, realizadas em julho, mostram que o departamento está dividido.

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