Internacional

Prisões secretas são ‘incompatíveis com a lei’, critica Angela Merkel

Folhapress
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Washington - A chanceler alemã, Angela Merkel, fez ontem uma crítica aos EUA pela manutenção de prisões secretas, dizendo que tais práticas desafiam a regra da lei.

“O uso de tais prisões não é compatível com a minha compreensão da regra da lei”, disse Merkel. “Mesmo na luta contra o terrorismo (...). temos de encontrar um modo apropriado de lidar com os terroristas sem colocar em risco nossos princípios fundamentais e valores básicos.”

Segundo a chanceler, embora a luta contra o terror tenha forçado os países ocidentais a lidar com uma ameaça desconhecida até então, o fim não justifica os meios.

Bush admite

O presidente dos EUA, George W. Bush, reconheceu na quarta-feira que a CIA (agência de inteligência americana) manteve prisões secretas ao redor do mundo.

Bush disse que “foi necessário transferir estes terroristas para um ambiente no qual poderiam ser mantidos em segredo, para serem interrogados por especialistas”.

Em junho deste ano, a Suprema Corte declarou que as cortes militares especiais criadas para julgar os presos na base de Guantánamo são ilegais.

Extraordinárias

Apesar disso, Bush alega que sua capacidade de comandante-em-chefe durante uma guerra lhe confere a faculdade de estabelecer essas cortes, que funcionaram com regras extraordinárias e que limitam os direitos do acusado.

Mas, segundo a máxima instância judicial do país, o presidente americano se excedeu em suas atribuições.

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