JC Criança

Gêmeos e amigos

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 5 min

Pedro Gustavo da Silva Schiaveto, 5 anos, acorda por volta das 6h30, troca de roupa, toma leite com pão e bolachas e pega sua mochila para ir à escola. Seu irmão, Vitor Áureo da Silva Schiaveto, faz exatamente a mesma coisa. Eles são gêmeos idênticos e, além da aparência física, têm gostos e atitudes praticamente iguais. Dormem no mesmo quarto, adoram comer legumes, usam as mesmas roupas e estudam na mesma classe, no Jardim do Colégio Dinâmico Balão Azul. Comunicativos, os dois passam horas aprendendo e se divertindo juntos. Jogam futebol, brincam de videogame, fazem inglês, judô e natação, entre outras atividades.

Dizer que irmãos gêmeos são semelhantes não é novidade. Afinal de contas, em geral, eles têm as mesmas características físicas e comportamentais. Mas nem todos sabem o quanto os gêmeos são unidos. Em muitos casos, mais do que irmãos, são os melhores amigos um do outro. Vitor e Pedro são exemplos disto. Os dois contam que uma das principais vantagens de ser gêmeo é poder contar com o outro sempre. “Meu irmão é muito legal. Estamos sempre juntos”, diz Vitor. “Eu pareço com ele e ele se parece comigo”, completa Pedro.

A união entre eles já incentivou algumas pequenas travessuras na escola, conta a mãe dos garotos, Renata Schiaveto, que também tem uma irmã gêmea. Uma das mais recentes foi durante uma atividade em sala de aula. “O Vitor não tinha terminado a tarefa e a professora disse que somente depois disto as crianças poderiam descer para o lanche. O Pedro já havia acabado e, como estava sem o agasalho, foi correndo dizer para o irmão também tirá-lo para ficar igual a ele. Assim, ela não iria saber que ele também desceria para o intervalo”, diz, ressaltando que o plano não deu certo porque a professora percebeu a “troca”.

Tentar “se passar” pelo irmão é comum entre os gêmeos, como Gustavo Andrade Razera e Bruno Andrade Razera, 10 anos, da 4.ª série do Balão Azul. Quando eram mais novos, contam, fizeram uma brincadeira e enganaram a mãe. “Ela queria que o Bruno comesse um chocolate que ele não gostava muito e eu adorava. Aí nós trocamos de roupa, minha mãe pensou que eu era meu irmão e comi o doce”, revela Gustavo.

Situação parecida ocorreu na escola. “Estudamos na mesma sala e uma vez a professora estava dando bronca e nós trocamos de lugar”, diz Bruno. Apesar de serem gêmeos idênticos, eles não fazem questão de ter o mesmo visual. Para isto, usam roupas e cabelos diferentes um do outro. Bruno opta pelo corte bem curto, enquanto Gustavo usa cabelos mais compridos.

O visual dos irmãos Francisco Ponce e Martin Ponce, 13 anos, não ajuda a diferenciá-los. Pelo contrário. Os dois, que são gêmeos idênticos, usam o mesmo corte de cabelo, o que reforça a semelhança dos dois. Inseparáveis, eles estudam na 7.ª série da escola Criarte e compartilham o mesmo guarda-roupa. São amigos inseparáveis desde pequenos, quando brincavam juntos em sua terra natal, o Paraguai.

“Viemos para o Brasil com 5 anos e até hoje não conseguimos dormir em quartos separados”, diz Martin. “É bem legal ser gêmeo porque nunca ficamos sozinhos, sempre temos com quem conversar”, aponta Francisco.

Para Vitória Camargo Arthuso e Marina Camargo Arthuso, 8 anos, da 2.ª série da Criarte, o companheirismo e amizade também são apontados como o ponto principal do relacionamento entre gêmeos. As irmãs são gêmeas fraternas, que, diferentemente dos idênticos, não se parecem tanto entre (veja quadro na página seguinte). Apesar disto, têm gostos parecidos e fazem muitas coisas juntas. Entre elas, estudar e brincar.

A diversão favorita das duas é jogar bola, contam. Em relação às roupas, as meninas preferem não se vestir da mesma maneira, mas confessam que adoram um presente dado pelo pela prima. “Nós ganhamos dois shorts azuis e costumamos usar juntas”, conta Marina, que é mais extrovertida do que Vitória.

As gêmeas Elisa Granna de Santo e Luiza Granna de Santo, 7 anos, da 1.ª série, também têm personalidades um pouco diferentes. Enquanto a primeira é falante, a outra é tímida. “Minha irmã é mais quietinha do que eu”, diz Elisa. “Ela é mais bagunceira, seu apelido era Pimentinha”, revela Luisa.

Apesar de serem gêmeas fraternas, elas têm aparência e gostos muito parecidos. Entre eles, mesmo prato, diversão e bom desempenho escolar. “Adoramos bife”, dizem as duas. Fãs de desenho animado, elas costumam brincar de boneca e de cozinhar. “Mas a comida é de brincadeirinha”, avisa Elisa.

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Trigêmeos

Se ter dois é bom, ter três irmãos gêmeos é melhor ainda. É o que pensam os trigêmeos Nathália Rabelo Buzalaf, Gabriel Rabelo Buzalaf e Rafael Rabelo Buzalaf, de 7 anos. Alunos da 1.ª série do ensino fundamental da escola Criarte, eles estão sempre juntos, estudando e se divertindo. “Nós brincamos de pega-pega, esconde-esconde, futebol e vôlei”, conta a menina.

Outra coisa que o trio adora é brincar com o animal de estimação da casa, um cachorro da raça maltês. “Nós somos muito unidos e amigos”, diz Gabriel.

Gêmeos fraternos, os irmãos têm traços físicos diferentes uns dos outros. O jeito de ser também não é o mesmo. Gabriel e Nathália, por exemplo, são mais extrovertidos, enquanto Rafael é mais tímido. Os três porém, adoram fazer festa de aniversário e desenho animado. “Fizemos 7 anos no dia 15 de fevereiro. O tema da festa deste ano foi aventura”, conta Gabriel. “Foi bem legal”, observa Rafael.

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