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Febem vive rebelião e visita de Lembo

Por Mariana Garcia | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Uma tentativa de fuga na Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) do Tatuapé (zona leste de São Paulo) surpreendeu funcionários da instituição na manhã de ontem, apenas uma hora e meia antes da chegada do governador Cláudio Lembo (PFL-SP) ao local.

Na rebelião, cerca de 25 pessoas foram feitas reféns, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Febem, inclusive familiares dos jovens, que estavam na unidade para a visita dominical. O diretor do complexo, Nilson Gomes de Sena, no entanto, não confirma as informações. “Não foi uma rebelião. Eles tentaram sair pelo portão e, como não conseguiram, voltaram. Já está tudo controlado.”

Depois de resolvida a situação, as visitas foram suspensas como repreensão aos internos. O incidente teve início por volta das 10h, na unidade emergencial do complexo, que abriga atualmente 58 adolescentes. O tumulto foi controlado 30 minutos depois, sem interferência policial.

Logo depois de terminado o tumulto, Lembo chegou ao complexo, que abriga 849 adolescentes, às 11h30. Acompanhado por Berenice Giannella, presidente da Febem, apresentou o projeto de transformação da região em um parque estadual de 255 mil metros quadrados.

Como parte da proposta, desde maio de 2005, dez dos 18 prédios do complexo foram desativados. Até o final do mês, devem ser demolidas as unidades 16 e 19 - onde uma rebelião deixou seis feridos no dia 20 de agosto. Assim, ficará liberada uma área de 80 metros quadrados, espaço que compreenderá a primeira parte construída do parque. As obras devem começar no mês que vem.

Quem não tiver cumprido a internação até o fim da desativação deverá ir para unidades em suas regiões de origem. Enfrentando resistência de algumas prefeituras para iniciar a construção de novos prédios da Febem, Lembo culpa a falta de sensibilidade social.

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