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EUA estão mais seguros hoje, diz Rice

Folhapress
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Washington - Os EUA “golpearam duramente” a rede terrorista Al-Qaeda e o país é claramente um lugar mais seguro hoje do que era cinco anos atrás, quando o movimento perpetrou seus ataques contra Nova York e Washington, afirmou a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Rice declarou à rede de TV Fox News que a chave dos progressos realizados pelos EUA na dita “guerra contra o terrorismo” foi uma maior colaboração entre os serviços de inteligência americanos e os de outros países a partir do dia 11 de setembro de 2001.

“Acredito que está claro que estamos mais seguros, mas ainda não estamos totalmente seguros”, acrescentou a secretária de Estado durante uma das muitas entrevistas que concedeu antes do quinto aniversário dos ataques perpetrados pela Al-Qaeda, que mataram cerca de 3 mil pessoas.

“Fizemos muito. Em termos de nosso território, estamos mais seguros. Nossos portos estão mais seguros. Nossos aeroportos estão mais seguros. Temos uma operação muito mais forte de partilha de informações de inteligência”, enumerou Rice - que era conselheira para Segurança Nacional do presidente George W. Bush em seu primeiro mandato (2001-2004). Ela defendeu a invasão do Iraque por forças da coalizão liderada pelos EUA em 2003 e a derrubada do então presidente do país, Saddam Hussein.

O Iraque enfrenta “tempos muito difíceis”, disse Rice, mas acrescentou que é preciso criar no país um ambiente que não favoreça ataques de terroristas.

Sobre o relatório do Senado divulgado sexta-feira passada, que afirma que Saddam não tinha ligações com a Al-Qaeda ou com Abu Musab al Zarqawi antes da Guerra no Iraque - contradizendo o presidente George W. Bush, que utilizava justamente esse argumento para justificar a invasão do país -, Rice disse não lembrar de ter visto tal documento. Ela sustentou, no entanto, que “havia laços entre o Iraque e a Al-Qaeda”.

“Estamos descobrindo mais agora que temos acesso a pessoas como as ligadas aos serviços de inteligência de Saddam Hussein? É claro, e vamos descobrir mais.” As declarações de Rice vão na contramão das avaliações de diversos analistas, que afirmam que hoje os EUA estão mais fracos.

Taleban

Rice reconheceu que o Taleban (grupo extremista islâmico deposto por uma coalizão liderada pelos EUA no final de 2001, que controlava mais de 90% do país) está “mais organizado” hoje, mas disse que os membros do regime não representam uma ameaça para o presidente afegão, Hamid Karzai.

Ela afirmou que, apesar de os talebans “estarem contra as cordas”, está claro que eles pretendem responder aos ataques das forças de coalizão no país.

Um ataque suicida matou 16 pessoas - nove estrangeiros - em Cabul (capital do Afeganistão) na sexta-feira. Foi o pior em Cabul desde a queda do Taleban. As forças britânicas, que integram a coalizão que está no país, afirmam que os atuais combates no sul do Afeganistão são mais violentos do que os do Iraque.

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