Geral

Pelé rejeita ajuda

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 1 min

Oilton Santiago afirma que antes de colocar à venda a sede do BAC, tentou ajuda financeira de Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, que jogou no clube quando ainda era adolescente. Mas a proposta, segundo o presidente do clube, não teria sido aceita porque o ex-jogador investia num centro de treinamento próprio na ocasião em que o pedido foi feito.

“A nossa idéia era que ele fizesse um aporte de R$ 1,5 milhão para saldarmos todos os débitos e de mais R$ 500 mil para restabelecermos o patrimônio. Em contrapartida, ele teria 50% do clube como sócio. O secretário direto dele me disse que aquele não era o momento para Pelé investir em Bauru. A partir de então, não restou outra alternativa a não ser encaminhar o BAC à venda”, afirma o presidente.

O clube, conforme Santiago, somava R$ 514.823,71 em débitos com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Bauru. Também devia R$ 348.552,83 ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cerca de R$ 350 mil em salários atrasados.

Conforme o presidente, apesar das dívidas com o IPTU terem sido saldadas à vista, a Prefeitura de Bauru não concedeu nenhum tipo de desconto à entidade. Segundo ele, porque em 2005 o BAC não aderiu ao Refis ofertado pelo poder público, que na época previa desconto de R$ 170 mil.

“Se tivesse aderido (ao Refis), havia conseguido desconto de até R$ 170 mil da dívida total de R$ 520 mil. Por que esse senhor que se diz dono do BAC não compareceu na ocasião e deu o dinheiro para economizar esses R$ 170 mil? Por que as outras pessoas, que também estão questionando essa venda, não se cotizaram para fazer o pagamento?”, critica Santiago.

Comentários

Comentários