O presidente do Bauru Atlético Clube (BAC), Oilton Santiago, negou todas as acusações de irregularidades na venda do imóvel que vêm sendo apontadas desde que o negócio foi fechado.
Santiago ressaltou que teve o aval do conselho deliberativo do BAC para vender o prédio onde ficava a sede social, rebatendo a afirmação do advogado Arlindo Marques Figueiredo, que contesta na Justiça a representatividade e legitimidade dos conselheiros que aprovaram a venda.
Ele também frisou que o estatuto do BAC, desde 1977 determina que todo e qualquer membro do conselho deliberativo ou presidente, desde que cumprisse dois terços do mandato, seria membro efetivo do clube. “Com a alteração estatutária de 77, todos os ex-presidentes da diretoria-executiva ou do conselho deliberativo seriam considerados conselheiros efetivos, desde que cumprissem dois terços do mandato. Dr. Arlindo Figueiredo foi presidente do conselho em 1970 e por conseqüência não tem esse direito, já que essa medida não é retroativa”, acrescenta.
Figueiredo diz que, apesar do estatuto, acredita que teria de ser comunicado sobre a comercialização do prédio por ser o único sócio-proprietário do BAC, inclusive com reconhecimento do Tribunal de Justiça de São Paulo.
“Eles que provem que eu não tenho o título de sócio-proprietário. Com que poder venderam o BAC? Esse é o meu questionamento. O presidente tem poder para administrar, nunca para vender o imóvel”, diz Figueiredo.
Santiago afirmou que está contestando na Justiça, nas varas cível e criminal, as acusações de Figueiredo e também do ex-presidente do BAC Carlos Alberto Lopes. Semana passada, ele apresentou denúncias contra Santiago que apontam irregularidades na venda do BAC.
Atualmente, Figueiredo move uma ação judicial que tenta anular a comercialização do clube. O processo ainda tramita no fórum de Bauru.