Bairros

Ônibus param cedo e levam trabalhadores a se atrasar no Pq. City

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

Nos finais de semana, o último circular da linha Parque City/Centro parte às 19h45 do ponto final, na quadra 2 da rua Vicente Giancarelli. Trabalhadores do bairro, prejudicados pelo horário de funcionamento da linha, precisam caminhar até o Jardim Colina Verde para conseguir pegar uma condução até o Centro e chegar, na maioria das vezes, atrasados até o serviço.

Jorge Carlos dos Santos, 35 anos, e Carlos Alberto de Souza, 36 anos, são dois dos usuários que não conseguem utilizar a linha no momento em que mais precisam. Ambos trabalham como porteiros no período noturno, inclusive aos sábados e domingos, dias em que freqüentemente chegam atrasados no emprego, na região central e no Distrito Industrial, respectivamente.

Santos afirma utilizar a mesma linha de ônibus há mais de nove anos. Ele conta que o ponto final da linha fica em frente à sua casa, mas nos finais de semana precisa caminhar até o Jardim Colina Verde para pegar a linha Pousada/Centrevile. “Eu demoro de 10 a 15 minutos. Ando umas oito quadras para chegar até pegar o ônibus”, conta o porteiro.

Segundo ele, existe outro transtorno freqüente: o constante atraso da linha utilizada aos finais de semana. “Além de ter que sair de casa mais cedo do que o normal, o ônibus não passa no horário esperado. Ontem (anteontem), fiquei mais de 20 minutos esperando. Ele teria que passar às 21h40, mas geralmente só chega às 22h”, afirma Santos, que precisa chegar no serviço até as 22h30.

O porteiro diz que, na ausência do ônibus Parque City/Centro, a linha Pousada/Centrevile seria aquela que melhor se adequaria a seus horários. No entanto, com os constantes atrasos, já passou por apuros. “Quando eu chego um pouco mais tarde (no trabalho), dá problema. Sabe como é”, diz. “Como tem mais gente que precisa utilizar o ônibus no bairro durante os finais de semana, acho que eles poderiam estender um pouco o horário”, completa, se referindo à linha Parque City/Centro.

Carlos Alberto de Souza é outro prejudicado. Ele mora no Parque City há 13 anos e utiliza a linha há mais de três anos. “Antigamente tinham mais linhas e o horário de funcionamento era mais prolongado”, afirma o porteiro, que revela que o último circular da linha passava às 22h na época em que começou a trabalhar no período noturno.

Ele precisa pegar duas conduções para chegar até a empresa onde trabalha, no Distrito Industrial. “Tenho que pegar um ônibus daqui até o Centro e outro até o Distrito. Daí demora um pouco”, explica. “Acho que seria necessário alongar um pouco o horário de funcionamento, já que complica para a gente chegar até o trabalho”, completa Souza.

No último dia 23, moradores do Jardim Chapadão chegaram a interditar uma rua do bairro e interceptar a passagem de dois coletivos. O protesto era contra a mudança nos horários de funcionamento das linhas que atendem a população daquele bairro. O manifesto acabou rapidamente após moradores contrários terem retirado os obstáculos da rua e com a chegada da Polícia Militar, que deslocou-se para o local suspeitando de que se tratava de um ataque a ônibus por facção criminosa.

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Emdurb

Segundo a assessoria de imprensa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), a redução no horário aconteceu em função de um levantamento que apontou uma baixa demanda na utilização da linha. No entanto, a empresa alega que será realizada nova pesquisa para constatar o índice de passageiros por quilômetro (IPK). De acordo com os resultados obtidos com o levantamento, o horário poderá ser estendido caso a demanda seja constatada.

A assessoria informou, ainda, que os horários da linha Parque City/Centro não sofrem mudanças há dois anos. A Transurb, entidade que congrega as três empresas de transporte coletivo que operam em Bauru, informou, por meio de sua assessoria, que apenas cumpre os horários estipulados pela Emdurb.

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