O 2.º Batalhão de Policiamento Rodoviário (2.º BPR) divulgou os resultados dos seis dias da “Operação Independência”, realizada nas rodovias da região. O saldo foi trágico para familiares de 13 pessoas que morreram nas estradas durante o feriado prolongado.
Nos seis dias da Operação foram registrados 126 acidentes sendo que 60 deles provocaram algum tipo de vítima. O policiais que atuaram nos 7 mil quilômetros de rodovias que passam por 231 municípios da região registraram 67 vítimas leves, 24 graves e 13 fatais, ou seja, 104 pessoas estiveram envolvidas em algum tipo de acidente durante o período.
O 2.º BPR lavrou, na “Operação Independência”, 3.353 autuações que resultaram na apreensão de 83 veículos e na apreensão de 68 Carteiras Nacional de Habilitação (CNH). Uma arma também foi flagrada pela polícia no período.
No ano passado, o feriado de 7 de Setembro caiu no meio da semana (quarta-feira), assim o 2.º BPR não realizou operação especial prolongada em 2005. Por isso, não foi possível fazer um estudo comparativo entre os números registrados em 2005 e 2006, referente ao mesmo feriado. Mas na comparação com o último feriado prolongado, o de Corpus Christi, ocorreu aumento de 550% no número de vítimas fatais. Na ocasião, o 2.º BPR registrou apenas 2 mortes nas estradas durante os cinco dias em que transcorreu a operação realizada no mês de junho.
Também houve aumento de 19% no número de autuações lavradas na “Operação Independência” na comparação com os números do feriado de Corpus Christi. Ou seja, se de quinta-feira passada até as 24h do último domingo foram registradas 3.353 autuações nesses seis dias, nos cinco dias da “Operação Corpus Christi” o número foi menor, 2.795 autuações.
Outra dado que preocupa é a comparação dos números de vítimas graves registrados nas duas operações. Enquanto em Corpus Christi 14 pessoas ficaram gravemente feriadas em acidentes nas rodovias da região, durante o feriado prolongado da Independência 24 pessoas passaram pelo mesmo tipo de situação.
Ou seja, houve um aumento de cerca de 71% no número de vítimas graves nos acidentes ocorridos durante a “Operação Independência”.