Nessas eleições, a presença de jovens votando pela primeira vez será grande. Para muitos o exercício do voto é um fardo. Para outros, um importante exercício de tomada de decisão.
Não acredito que os brasileiros e brasileiras, que em muitos casos deram a vida pela conquista do voto tenham lutado tanto para estabelecer que a cada dois anos tivéssemos que fazer um grande sacrifício.
Muito me espanta a opinião de quem defende o voto facultativo. Primeiro porque o exercício do voto não é obrigatório e sim o comparecimento. Os “contra tudo” em último caso gozam do direito de comparecer e votar nulo, já que essa é a grande alternativa de País que eles apresentam. Em seguida, porque o exercício da candidatura é tão obrigatório quanto a obrigatoriedade da escolha do candidato, restando aos “contra tudo” o direito de se candidatar, caso não esteja satisfeito com nenhuma das alternativas apresentadas na disputa eleitoral.
Parece-me cômoda a opção de quem ainda não se alistou por não querer fazer parte da escolha que o Brasil fará no dia 1 de outubro. No futuro, uns olharão para trás e dirão que erraram, outros, acredito que a maioria, olharão para trás e se orgulharão da participação decisiva que deram para a história. Aos “fujões” restará olhar tudo aquilo que as próximas gerações terão de fazer para melhorar e eles dirão: não fiz e hei de continuar não fazendo”. Não saberá o imbecil que da sua ignorância política perpetuará “a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.
Para concluir, quero registrar que a campanha eleitoral pelo voto nulo tem panfleto, atividades, camisetas e quase tudo que uma campanha que tem candidatos possui. Sendo assim, gostaria de ter acesso, como se tem em todas as candidaturas, à prestação de constas dessa campanha, já que ela tão motivada pelas idéias de justiça, ética e moral. O fato é que por se tratar de uma campanha, alguém está pagando por tudo que está sendo produzido no curso da mesma. Gostaria de saber, portanto, os nomes de quem financia, quanto isso está custando, se a justiça eleitoral tem controle e se os órgãos de controle e fiscalização de receita têm ciência desses gastos.
Rafael Gomes - dirigente estadual da UJS