Internacional

Afeganistão registra morte de 500 supostos rebeldes em nove dias

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Cabul - Mais 92 duas mortes de supostos membros do Taleban - grupo islâmico radical que governava a maior parte do Afeganistão até ser deposto pelos Estados Unidos, em 2001 - foram anunciadas ontem pela Otan (aliança militar ocidental), como resultado da operação Medusa, que tenta interromper a violência crescente no sul do país.

Desde o último dia 2, quando teve início a operação, cerca de 500 supostos talebans morreram - 92 deles nas últimas 24 horas, segundo a Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança), que é comandada pela Otan. Só anteontem, tropas da aliança militar mataram 94 rebeldes na mesma região, no sul do país.

Os confrontos se concentram nas Províncias de Panjwayee e Zhari, onde estão os redutos do Taleban. Também anteontem, um atentado suicida matou Abdul Hakim Taniwal, governador da Província de Paktika. O secretário do governador também morreu, e três seguranças ficaram feridos.

O suicida detonou os explosivos presos a seu corpo no momento em que Taniwal entrava em seu carro, acompanhado por seu secretário e seus seguranças. O autor da ação também morreu.

O chefe do comitê militar da aliança militar ocidental no Afeganistão, Ray Henault, pedira no sábado reforço para conter a violência. Segundo ele, são necessários ao menos mais 2 mil soldados para enfrentar a crescente ação da insurgência no país.

Uma coalizão liderada pelos EUA depôs o Taleban em 2001, após os ataques terroristas contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nas cercanias de Washington, há exatos cinco anos.

Comentários

Comentários