São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, acusou o governo Luiz Inácio Lula da Silva de manter relações promíscuas com o PT e disse que aparelhamento do Estado é um atraso. “Há promiscuidade entre o governo e o partido. A petização do governo, o aparelhamento do Estado é um atraso, um mau exemplo para a política brasileira. Leva à ineficiência, leva à corrupção”, disse Alckmin, durante visita à cidade de Teófilo Otoni, em Mina Gerais.
A declaração de Alckmin faz referência à denúncia veiculada neste fim de semana pela revista “Veja” sobre a confecção de cartilhas pelo governo federal que foram distribuídas pelo PT. Segundo a reportagem, 2 milhões de folhetos com realizações do governo Lula foram produzidos com recursos públicos, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, e destinados ao PT para distribuição.
Ao declarar confiança em seguir para o segundo turno, Alckmin disse que as eleições serão decididas em favor do candidato que tiver melhor poder de convencimento sobre o que será capaz de fazer nos próximos quatro anos. “Quem pode fazer mais? Se não fez em quatro anos, o que é que vai fazer num cenário mais difícil, segundo mostra o menor crescimento mundial, é hora do Brasil pisar no acelerador”, disparou.
Nordeste
Alckmin prometeu intensificar as visitas ao Nordeste nos 20 dias que antecedem o primeiro turno da eleição. “Os eleitores brasileiros têm demonstrado que querem no poder políticos que têm passado, íntegros, que não estejam vinculados ao ‘mensalão', ao valerioduto e ao cuecão”, disse. ´
Em sua quinta visita como candidato à Bahia, Alckmin foi recepcionado por cerca de 320 prefeitos (250 da Bahia e 70 de outros Estados do Nordeste), segundo estimativas do coordenador da campanha do tucano, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE). Organizado pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), o encontro contou apenas com dois prefeitos do PSDB - na Bahia, o presidente regional da legenda, deputado Jutahy Magalhães Júnior, é adversário de ACM.
ACM disse que as próximas pesquisas vão demonstrar o crescimento de Alckmin. “Quem compara Lula e Alckmin vota em Alckmin. Aliás, quem votou em Lula está arrependido, porque seu governo patrocinou casos e casos de corrupção.”