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Presidenciáveis evitam confronto na TV

Folhapress
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São Paulo - O debate promovido na noite de anteontem pela TV Gazeta, sem a presença do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, transcorreu em clima de amenidade. Em dois pontos, pelo menos, Geraldo Alckmin (PSDB), Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT) concordaram: ao criticar a ausência de Lula e em defender o fim da reeleição. Alckmin, inclusive, declarou-se parlamentarista.

“Se o regime fosse parlamentarista, o chefe de governo já teria caído, a Câmara teria sido dissolvida e o Brasil teria convocado eleições no ano passado”, disse.

O senador Cristovam Buarque engrossou o coro e disse que, com a reeleição, o presidente é eleito e, ao invés de se comportar como chefe da nação, passa a se comportar como candidato desde o primeiro dia de governo. O único momento em que se esboçou um momento de tensão entre os candidatos foi quando Alckmin indagou Heloísa Helena sobre política energética.

A senadora aproveitou a deixa para criticar levemente as políticas promovidas durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso e de Lula. “Tanto o governo Fernando Henrique quanto Lula foi incapaz de investir em energia. E tivemos de enfrentar uma grave crise no setor”, afirmou Heloísa Helena.

Não fossem as eventualidades, o debate teria terminado sem grandes comoções. No primeiro intervalo comercial, depois de um primeiro bloco direcionado a atacar Lula, foi veiculada propaganda eleitoral de Lula, em que o candidato parecia justificar a ausência: “Não revidarei agressões.”

No segundo bloco, durante o sorteio de questões a serem debatidas individualmente pelos candidatos, Alckmin pegou tema segurança, Heloísa Helena, que é formada em enfermagem, pegou o tema saúde, enquanto Cristovam Buarque, ficou com o tema educação.

Se fosse combinado não teria dado tão certo. Nos blocos em que os candidatos faziam perguntas entre si, os confrontos mantiveram clima ameno e cordial entre os participantes. Cristovam Buarque ainda tentou manter uma postura mais combativa, ao questionar Alckmin sobre o uso da máquina pública na campanha.

“O governo Lula dá um mau exemplo, com o aparelhamento da máquina pública, 34 ministérios e o governo a serviço do partido, como mostram as últimas denúncias sobre as cartilhas produzidas e entregues aos comitês do PT”, disse Alckmin.

Críticas

Na abertura e no último bloco, Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque criticaram o petista por não comparecer ao segundo debate entre os presidenciáveis desta eleição. Segundo o tucano, Lula não compareceu para não falar sobre promessas que deixou de cumprir e sobre os “cinco ministros indiciados pela polícia”.

Já o senador pedetista chamou a ausência de “desprezo” ao processo democrático. A candidata do PSOL afirmou que gostaria de “desmascarar” o presidente no debate e que ele tinha que “descer de seu trono de corrupção, arrogância e covardia política”.

Até a mediadora Maria Lídia alfinetou, dizendo que o petista “sequer respondeu ao convite” feito pela emissora.

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