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Agentes infiltrados vigiam Suzane

Folhapress
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Ribeirão Preto - O Ministério Público de São Paulo pediu a infiltração de agentes penitenciários no presídio feminino de Ribeirão Preto para vigiar Suzane von Richthofen, 22 anos, condenada a 39 anos e seis meses de prisão por participar da morte dos pais, em 2002. O objetivo do promotor é verificar se ela está recebendo algum tipo de regalia na penitenciária.

Suzane foi removida do Centro de Ressocialização de Rio Claro para Ribeirão há 15 dias e divide uma cela do seguro com as advogadas Libânia Catarina Fernandes, 28 anos, e Valéria Dammous, 40 anos, acusadas de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Nadir de Campos Júnior, um dos promotores que atuou no julgamento de Suzane, disse que não quer ver se repetir o que ocorreu no Centro de Ressocialização de Rio Claro, onde Suzane tinha em sua cela um laptop para acessar a Internet. “Temos agentes infiltrados para coibir regalias, como comida diferente e uso do computador”, disse o promotor. Ele afirmou que, se Suzane tiver direito a benefícios que a diferencie das detentas da unidade, ela será transferida de novo para outro presídio.

De acordo com dois agentes ouvidos pela reportagem, o promotor foi até a Coordenadoria da Região Noroeste do Estado, em Pirajuí, pedir a infiltração dos agentes um dia após a transferência de Suzane. “Foi um pedido sigiloso do promotor feito direto à coordenadoria. Pelo que eu sei, os agentes não aceitaram o pedido do promotor, mas também não está havendo regalias”, disse um dos entrevistados que trabalham no presídio. O ex-tutor de Suzane, Denivaldo Barni, disse que o pedido da promotoria é um “absurdo.”

Negado

Suzane teve mais um pedido de habeas corpus negado ontem à tarde pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Os advogados de defesa pediam a anulação do julgamento ou que ela fosse absolvida pela morte do pai, Manfred, devido à falha na redação de quesitos que a condenaram.

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