São Paulo - A Ouvidoria da Polícia de São Paulo divulgou ontem um relatório indicando que ao menos 82 civis tiveram morte de autoria ainda desconhecida na primeira onda de ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), entre os dias 12 e 21 de maio.
Segundo o ouvidor de polícia do Estado, Antônio Funari Filho, as mortes foram causadas por grupos de extermínio - não identificados até o momento - e o objetivo do estudo é descobrir os autores dos crimes. “As famílias merecem saber porque morreram seus parentes.”
Segundo ele, esses grupos podem tanto ser formados por policiais como por membros de facções criminosas. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, procurada pela reportagem, afirmou que não iria se manifestar até que tivesse conhecimento da identidade das 82 vítimas. Até o momento, a ouvidoria analisou 300 casos de assassinatos no período, mas pretende estudar os 493 ocorridos, segundo dados divulgados no último dia 1 pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).