Internacional

Rede Al-Qaeda faz ameaça à França

Folhapress
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Paris - O egípcio Ayman al Zawahiri, “braço direito” de Ossama Bin Laden, líder da rede terrorista Al-Qaeda, fez ameaças à França no mais recente vídeo divulgado pela rede, no quinto aniversário dos ataques de 11 de Setembro dos EUA. Na gravação, Al Zawahiri pede que o Grupo Salafista de Pregação e Combate (GSPC), da Argélia, ajude a “semear o medo no coração dos traidores e apóstatas da França” e a “esmagar a aliança cruzada” no país.

Al Zawahiri critica a França por proibir que meninas muçulmanas cobrissem as cabeças com véus nas escolas, dizendo que a medida “humilha“ o islã. Segundo o Ministério do Interior francês, o vídeo “confirma o elevado nível de ameaça que existe contra o país”.

Poucos dias antes da divulgação do vídeo e do 5.º aniversário de 11 de Setembro, a polícia francesa havia confirmado que o risco de ocorrência de uma ação terrorista contra a França havia aumentado. Segundo a polícia, o envio de 2 mil soldados franceses para o sul do Líbano fez crescer o risco de represálias contra o país.

“Nós consideramos que a ameaça se elevou e que a França se tornou um dos alvos das organizações islâmicas, principalmente da Al-Qaeda”, disse o comissário de polícia Christophe Chaboud, chefe da Unidade de Coordenação da Luta Antiterrorista (Uclat), na semana passada.

Desde o início de 2006, a Al-Qaeda passou a incluir a França em suas mensagens, qualificando o país de “cruzado” e aliados dos Estados Unidos. Qualificando a ameaça terrorista na Europa de “muito elevada”, Chaboud afirmou que há uma “série de sinais inquietantes” de que a França está, a cada dia mais, na mira das organizações terroristas. Ele citou as próximas eleições como “fator de risco” para ocorrência de ataques, além do fato de o GSPC considerar a França “um grande inimigo”.

No vídeo, o “braço direito” de Bin Laden também pediu a todos os muçulmanos que intensifiquem seus ataques contra os EUA. Ele instou ainda a rejeição da população libanesa à resolução 1.701 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah. Al Zawahiri fez ainda ameaças contra Israel.

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