Polícia

Cães da Polícia Militar terão novo treinamento

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar adquiriu novos equipamentos para o treinamento dos seus cães. O destaque é para um macacão especial, que permitirá ao animal aprender como agir em situações reais, imobilizando suspeitos em qualquer ocorrência, com mordidas em qualquer parte do corpo, e não apenas o braço.

O equipamento é inédito em Bauru e custou R$ 1,8 mil. De acordo com o 2º tenente da Companhia de Força Tática, Gustavo Cardoso, os treinamentos até então eram realizados com luvas especiais. Com isso os cães tinham a mordida direcionada e aprendiam a imobilizar as vítimas pelo braço. “Em diversas ações, como rebeliões, por exemplo, verificamos que os indivíduos enrolavam nos braços panos com cacos de vidro e pregos para machucar os cães e se desvencilhar mais facilmente dos animais”, explica.

Com o novo equipamento, esse problema seria solucionado. “Com o macacão podemos simular uma situação de ocorrência real, com luta. A roupa protege aquele que se passa por meliante e o cão se vê livre para mobilizá-lo, atingindo qualquer parte do corpo”, afirma.

Foram adquiridas também dez coleiras de aço e dez guias de lona de 1,6 metros de comprimento, além de focinheiras de couro especiais, também utilizadas em treinamento; guias confeccionadas em material elástico para aperfeiçoamento de tração e força; e de uma borracha que não retém odores, chamada congue, para faro de entorpecentes.

O tenente destaca a importância do patrulhamento canino. “O cachorro é adestrado para agir em situações de busca em mata e em edificações, faro de entorpecentes e situações de choque. Eles são considerados armas não letais. Através da ação deles, muitas vezes não precisamos usar armas para efetuar uma prisão”, afirma.

Na ocasião foram realizadas simulações de busca e imobilização em edificações e em mata, além de localizados de entorpecentes escondidos em automóveis e simulação de assalto a veículos.

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