EXPLOSÃO
Ouvi algumas críticas ao técnico Paulo Comelli, pelas substituições e por não escalar determinados jogadores desde o início. Eu já acho que o treinador acertou na escalação do time inicial e nas alterações feitas durante o jogo de quarta-feira. Com todo o respeito aos companheiros, porque cada um tem sua opinião. Para começar, com Wellington na vaga de Luís Carlos o rendimento do Noroeste cresceu muito. Bem, essa modificação foi uma unanimidade. Já Otacílio Neto, vinha perdendo muitas chances e mereceu sair, porque quando as coisas não vão bem, alguma atitude precisa ser tomada. E o que entrou, Buiu, também é de ‘incendiar’ jogo. Fernando Gaúcho veio para ser titular, concordo, mas não foi escalado desde o início porque ficou algum tempo parado e perdeu o ritmo. Para mim faltou pernas ao excelente atacante naquela chance incrível que ele perdeu no primeiro tempo. Mas aos poucos, vai se entrosando e readquirindo a plena forma física e técnica - fez dois gols no jogo contra o Brasil-RS, diga-se de passagem. A mesma coisa em relação a Mazinho. Jogador não pode se apresentar numa quinta ou sexta e ser escalado no domingo. Mas amanhã o Noroeste deverá ter um melhor rendimento no jogo decisivo contra o Ipatinga. Aliás, o time vem jogando bem, só falta a explosão. Se eu fosse Paulo Comelli, escalaria Wellington no lugar de Luis Carlos, e Otacílio no ataque, junto com Fernando Gaúcho e Dinei.
TRI-VICE
Atrapalhado, o São Paulo só empatou com o Boca Juniors e perdeu em casa o título da Recopa Sul-Americana. O time de Muricy Ramalho - que já deve estar balançando no cargo - bem que tentou, mas deve estar vivendo novamente a síndrome da pipoca. Na gíria futebolística, pipoqueiro é jogador medroso, que pula fora nos momentos decisivos. Esse é o terceiro vice-campeonato dos são-paulinos esse ano, porque antes, haviam terminado em segundo lugar o Paulistão e a Libertadores. Para Muricy a estatistica aumenta, porque sob seu comando, o Internacional foi o vice-campeão do Brasileirão de 2005. O resultado de quinta-feira seria o estopim para uma crise que poderá explodir a qualquer momento no Morumbi. Dirigentes e torcedores do São Paulo já estão pegando um ar danado pelo fato de o clube nadar e morrer na praia. Já o Boca, passou a ser o time de futebol mais vencedor do planeta. A Recopa/2006 foi seu décimo-sexto título internacional, ultrapassando Milan, Real Madrid e o co-irmão Independiente, com 15. Como disse Luiz Maffei, o glorioso garçom do Jeribá, “já estou começando a gostar dos argentinos”.
DÁ-LHE, TIMÃO
Depois de conseguir a classificação na Copa Sul-Americana, o Corinthians pega o Paraná Clube, visando confirmar sua reabilitação no Campeonato Brasileiro. O Alvinegro tem uma boa chance de provar que realmente mudou para melhor. Uma vitória esta noite, no Pacaembu, afastará definitivamente o Corinthians do risco de rebaixamento.
NOROESTINO
Nilson Constantino, da Mult Service, diz que o Noroeste não teve competência contra o Brasil-RS e mereceu perder. Concordo com o amigo. O Norusca tinha tudo para vencer, mas perdeu chances incríveis.
PELOTENSE
Luiz Cláudio, que mora em Pelotas, elogiou nosso Caderno de Esportes, diz que é fã do Noroeste há mais de 30 anos, mas que no jogo de quarta-feira, torceu para o Xavante, como o Brasil é chamado no Sul. Um forte abraço, Luiz Cláudio.
REI DA MALHA
Alô Antenor Custódio Alves, presidente do Clube União Independente Princesa Isabel (Cuipi), aquele abraço. Na malha, não tem pra ninguém.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1981: Noroeste 0 x 0 Santos, em Bauru. Árbitro: Márcio Campos Salles. Público pagante: 6.522. Noroeste: Hindemburgo; Macalé, Dedê, Jorge Fernandes e Curtis; Ednaldo, Wallace e Wilsinho; Jorge Maravilha, Régis (Osmair) e Paulo Roberto (Luís Antônio). Técnico: Bolão. Santos: Marola; Suemar, Joãozinho, Neto e Paulinho; Toninho Vieira, Elói e Pita; Ronaldo, Roberto Biônico e João Paulo. Técnico: Coutinho.
PEGOU MAL
Atitude feia de Rogério Ceni após a perda da Recopa. Durante a premiação, o goleirão jogou sua medalha de prata na aquibancada. Com esse destempero, o ídolo da torcida do São Paulo mostrou que não sabe perder. Mas essa é nossa cultura. Na Europa, o terceiro lugar é festejado, enquanto no futebol brasileiro, tanto faz o segundo como o décimo lugar.
ERRATA
Ao contrário do que informamos, Marcelo Santos não recebeu o terceiro cartão amarelo na partida de quarta-feira. O equívoco foi de um membro da comissão técnica, que acompanhou o jogo da cabine de imprensa. Eu deveria ter feito a pergunta ao supervisor Vladimir Curtis, que controla os cartões e sabe tudo sobre documentação de jogador.