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Para Serra, há ‘baixaria da oposição’ em acusação

Folhapress
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São Paulo - O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, chamou de “calúnia deslavada”, “armação sem vergonha de fim de campanha” e “baixaria da oposição” a acusação dos Vedoin de que, como ministro da Saúde, tenha beneficiado a máfia dos sanguessugas. Para o coordenador da campanha de Serra e secretário de Governo de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, a prisão de um petista com dinheiro para comprar material contra Serra torna “evidente que foi um jogo sujo do PT”.

“Com seus antecedentes (dos petistas), se encaixa”, afirmou. “Essa matéria existe mais em função da capa para aparecer no horário eleitoral do PT e de seus aliados ocultos, cada vez mais evidentes”, reagiu Aloysio, lembrando que os Vedoin sempre negaram a participação de Serra no esquema. “Foi uma operação de fôlego curto. A prisão dessa gente desmascara essa armação. O rabo ficou de fora”, disse o secretário, afirmando que, graças a sua biografia, Serra ficará imune à operação.

Candidato a vice na chapa de Serra, o deputado Alberto Goldman disse que “foi uma armação de alguns com interesses eleitorais e os Vedoin têm interesse monetários”. Ao responder quais seriam os idealizadores da operação, Goldman ironizou. “Tenho certeza de que não é o Rui Pimenta (candidato a presidente pelo PCO).”

Os tucanos fizeram questão de desqualificar a denúncia, dizendo que seu autor não tem credibilidade. “O Vedoin está preso”, disse Goldman, apostando que, se confirmada, uma manobra política poderia prejudicar os adversários de Serra.

Em Curitiba, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, saiu em defesa de Serra. Ele disse que Luiz Antônio Vedoin não tem credibilidade para acusar o ex-ministro. “O Serra, reconhecidamente, é um homem público sério. Esse Vedoin cada hora fala uma coisa. Cada semana tem uma versão diferente e é, de novo, para misturar as coisas. Para dizer: “Olha, é tudo igual. Não é tudo igual’’, disse Alckmin.

Apesar dos esforços de tucanos para minimizar seu impacto, a denúncia irritou Serra. Segundo tucanos, a coordenação da campanha reconheceu que a exploração da notícia pelos adversários no horário eleitoral gratuito poderá produzir arranhões na campanha do PSDB. Mas a avaliação é de que, com mais de dez pontos de vantagem sobre a soma dos adversários, a 15 dias das eleições, estaria consolidada a eleição de Serra já no primeiro turno.

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