Política

Saúde prevê gasto de R$ 56 milhões, mas Conselho quer brigar por mais

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde entregou ao Conselho Municipal de Saúde uma proposta de orçamento para 2007 no valor de R$ 64.480.972,04. Na terça-feira, após a adequação de cada uma das demandas à previsão de arrecadação global, o valor do dinheiro previsto para a Saúde foi ajustado em cerca de 10% a menos, ficando com previsão final de R$ 56 milhões.

Desde o início da administração do prefeito Tuga Angerami (sem partido), o orçamento da Saúde cresce mais de R$ 20 milhões. Para 2007, a secretaria elaborou uma planilha de “condição ideal”, que somou mais de R$ 64 milhões. Porém, com a adequação entre o que cada secretaria gostaria de dispor com o que foi arrecadado, a Saúde teve de se adequar, a exemplo das demais pastas.

Para Cláudio da Silva Gomes, coordenador do Conselho, a redução do orçamento previsto será muito prejudicial à população. “O primeiro valor apresentado foi considerado razoável, mas factível pelo Conselho. Mas com a redução, o poder público indica que não está priorizando a saúde”, avalia. Segundo Gomes, se a primeira proposta já não contemplava o problema da remuneração e contratação de médicos, o orçamento que deve ser oficializado pode comprometer ainda mais o setor. “Nós somos contra essa redução e vamos mobilizar as lideranças políticas e a população para que isso não aconteça”, diz.

Mário Ramos, titular da pasta, pondera que apesar de não ser o montante ideal, o orçamento é maior que o dos outros anos e que ele ainda pode ser fomentado com suplementações. Em 2006, por exemplo, inicialmente foram destinados R$ 47,654 milhões para a pasta, mas, de acordo com Ramos, a Saúde vai fechar o ano com aproximadamente R$ 50 milhões.

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