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Radialistas anseiam pela era digital

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

Hoje é comemorado o dia do rádio e do radialista. Momento propício para falar sobre uma nova tecnologia que vem para dar mais fôlego a esse veículo de comunicação, o chamado rádio digital. Profissionais que acompanharam as mudanças ocorridas nos últimos anos, com a chegada da televisão e da Internet, acreditam que as perspectivas são boas tanto para os profissionais da área quanto para os ouvintes.

Para o radialista e jornalista Franco Júnior, de 32 anos, que está no meio há 17 anos, a transmissão digital será um marco na história do rádio. “Sem dúvidas, será o maior divisor de águas que pudemos acompanhar na área. Para muitas emissoras possibilitará a salvação financeira, uma espécie de resgate do ouvinte, que terá serviços que vão além da veiculação de músicas”, destaca.

Segundo o radialista, o ouvinte perceberá um grande salto na qualidade sonora, que será superior à do CD, além de ter mais interatividade com a rádio. “As rádios poderão transmitir em duas faixas. Em uma delas poderá ser veiculada música, e na outra informações em geral, sobre a banda ou a música que está tocando, sobre tempo, trânsito. Um leque muito grande de oportunidades”, afirma.

Alexandre Pittoli, radialista há 16 anos, acredita que o mercado irá tirar bom proveito da tecnologia. “O formato da rádio digital no Brasil será semelhante ao americano. Existe a possibilidade de uma emissora se transformar em duas, já que terá dois canais de transmissão. A expectativa é dobrar o espaço no mercado de trabalho, criando novas oportunidades e também novos formatos”, opina.

Apaixonado pelo meio, Pittoli destaca a versatilidade do meio que conseguiu sobreviver, mesmo com a chegada de concorrentes de peso. “Com a chegada da televisão, muito se especulou a respeito da morte do rádio. No entanto, ele continuou. Com o advento da Internet, pensou-se que realmente seria decretado o fim do meio, mas ele acabou se tornando um dos maiores aliados da nova mídia, se adaptando e tirando proveito”, ressalta.

Não existe uma data estabelecida para que a transmissão digital de rádio chegue a Bauru. Mas de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ela já está em teste em algumas emissoras do País. As principais dificuldades para a implementação do novo sistema seriam: os elevados preços dos receptores capazes de receber o sinal digital e o gasto operacional durante o período em que as emissoras teriam que transmitir a programação no modo analógico e no digital, até a popularização dos receptores.

Para Pittoli, 31 anos, os interessados em seguir a profissão precisam tomar conhecimento de que existem outras oportunidades além do rádio. “O profissional da voz pode fazer gravação de comerciais para rádio e televisão, apresentar programas, ser mestre de cerimônias, fazer locução de eventos, entre outros”, destaca.

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Paixão não tem idade

Despretensiosamente, o advogado Julio Vinicius Auad Pereira, de 35 anos, entrou num curso de locução. Primeiramente a idéia era aprender a trabalhar melhor com a voz para ajudar no trabalho e, quem sabe, abrir um novo leque de trabalho, fazendo locuções comerciais.

“Depois que tomei contato maior com trabalho do radialista, tomei gosto. Até cheguei a procurar uma rádio comunitária para alugar um horário”, confessa.

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