Dentro dos próximos dias, o bauruense terá de sair de casa com guarda-chuva e muito paletó. De acordo com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) do câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, o tempo chuvoso que começou ontem deve se estender até o próximo domingo. Ainda segundo o órgão, a temperatura deve cair mais a partir de hoje, porém, a maior intensidade da queda será sentida no final de semana.
“Quinta e sexta-feira teremos chuvas isoladas e no sábado e domingo, nova frente fria com bastante chuva também”, diz José Carlos Figueiredo, meteorologista do IPMet.
Até as 17h de ontem, o instituto havia registrado dez milímetros de chuva em 20 minutos, o equivalente a 30 milímetros por hora. Conforme Figueiredo, a quantidade é considerada satisfatória, principalmente para o solo e a umidade relativa do ar, que subiu de 30% para 80%.
Entretanto, a chuva de ontem não foi suficiente para beneficiar os campos agrícolas. Segundo o meteorologista, é preciso chover entre quatro e dez dias consecutivos para que a agricultura seja beneficiada.
“Se estivéssemos no verão, entre os meses de janeiro e fevereiro, por exemplo, essa chuva seria preocupante para Bauru. Com certeza, teria provocado estragos. Mas neste ano, a cidade já está livre de tempestades ou de chuvas de grande intensidade”, acrescenta Figueiredo.
Ao contrário de Bauru, os municípios de Nova Lusitânia, Vidigal e Lourdes, conforme alertava o site do IPMet, corriam risco de tempestade ontem à tarde com 100% de probabilidade de ocorrência de granizo. Os municípios de Barbosa, Penápolis e Avanhandava também estavam na zona de alerta, mas sem possibilidade de queda de granizo.
Em Bauru, a chuva causou poucos estragos pela cidade. A região central foi mais castigada. Na periferia, no entanto, a situação das ruas voltou a ser problemática,segundo o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito. No Parque Real, o galho de uma árvore caiu sobre o fio de alta tensão que abastece a rua Brás Fernandes.