Imagine você, acordar cedo, com uma pessoa batendo à sua porta para arrancar o seu hidrômetro, assim sem mais nem menos, alegando que vão levar o equipamento para aferir a qualidade. Depois vem a notícia bombástica de que o hidrômetro que sempre esteve em sua casa não presta mais.
Você nem perde por esperar a ameaça que vem pela frente: ou troca o hidrômetro, gastando o que não pode (se for um pobre assalariado), ou paga uma conta de água altíssima que o leva para a falência completa.
Isso é a ditadura dos hidrômetros. Não tem discussão, tem que trocar se não o pior lhe acontece. Onde vamos parar?
O pessoal do bairro Jardim Petrópolis está inconformado com a imposição do governo municipal, que parece não entender que as pessoas mais humildes não têm dinheiro para tomar providências caras como esta, da noite para o dia.
Agora é assim que funciona? Exige-se o gasto, mesmo que o cidadão não tenha condição. Tudo bem, vamos passear no Serasa. Ou é melhor morrer de sede, não tomar mais banho, não fazer mais comida, para simplesmente não abrir mais a torneira que atualmente é como uma forca.
Algo precisa ser feito ou mais gente vai para o buraco por causa da água.
Ninguém toma providência com aqueles cidadãos que adoram molhar a calçada, desperdiçando água tratada à vontade, levando a população para o racionamento compulsório.
O cidadão em casa, quieto, trabalhando pra pagar as dívidas do mês, este sim é uma presa fácil do controle de água e da festa dos hidrômetros.
Como cidadão, eu protesto em nome do meu bairro, representando os moradores do Petrópolis e adjacências.
Elias Janeiro - RG 18.479.772-X