No Dia da Árvore, ontem, uma escola de educação infantil de Bauru decidiu fazer um passeio diferente para os seus pequenos alunos. Quarenta alunos de 2 a 6 anos entraram em contato direto com a natureza e plantaram uma muda de árvore nativa da região, no Jardim Botânico. Para a maioria, acostumada a viver em apartamentos, foi uma oportunidade de conhecer algo novo e, ao mesmo tempo, cultivar a semente do respeito ao meio ambiente.
Sob a responsabilidade da diretora pedagógica da escola, Suellen Cristina Rodrigues da Silva, as crianças saíram em conjunto, às 14h, num trenzinho, que os levou até a área verde. Logo na chegada foi possível notar a felecidade estampada no rosto de cada um, amplificada pela curiosidade habitual da idade, que os fazia correr em disparada brincando na grama e conhecendo o lugar.
A atividade marca o encerramento da semana do meio ambiente, realizada há três anos pela escola. “Eles tiveram um trabalho pedagógico em sala, agora vão conhecer a natureza e sua importância na prática”, explica a diretora, que organizou a fila de crianças interessadas em plantar uma muda de guanandi.
Cláudio Bertocini Batista, de 28 anos, acompanhou seu filho João Augusto, de apenas 2 anos, e aprovou a aventura. “A atividade é muito interessante, porque estimula desde cedo a conscientização a respeito da importância do meio ambiente”, afirma.
Para Bertocini, mesmo tendo apenas 2 anos de idade a atividade teria contribuído para o repertório futuro do filho. “Com certeza ele não entende a problemática agora, mas o primeiro contato é importante para a formação dele que será reforçada a partir dos anos. As crianças absorvem as coisas mais facilmente”, diz.
Ele incentiva outros pais a fazerem o mesmo passeio com seus filhos. “Nós ficamos muito tempo envolvidos na correria do trabalho, trancados em casa, sempre fazendo os mesmos programas. Em Bauru existem diversos lugares tranqüilos para passear. O Jardim Botânico é um bom exemplo”, destaca.
“Salvei a copaíba”
Valdomiro Rett, ferroviário aposentado, de 85 anos, se considera o verdadeiro salvador da árvore que hoje é considerada o símbolo da cidade: a copaíba centenária da quadra 19 da avenida Getúlio Vargas.
O aposentado conta que, há muitos anos, perto do local onde a árvore está fixada passava uma estrada de terra batida e que, durante as obras, a copaíba teria sido condenada. “Eu e um amigo cuidamos dela. Hoje ela é esse símbolo maravilhoso da nossa cidade”, se orgulha. “Eu tenho muito amor por aquela árvore”, completa.
O aposentado pode ser considerado um exemplo de amante da natureza. Ele diz também ter acabado com uma praga de cupins que assolou 47 árvores da praça Rui Barbosa. “Fiz tudo de graça, e faria novamente. Porque cuidar da natureza é uma religião para mim”, confessa Rett.