Na tarde de ontem, ao investigar o furto de uma moto, a Polícia Civil conseguiu desvendar parcialmente o crime e prendeu, em flagrante, três jovens que receptaram e desmontaram parte do veículo. Apenas o autor do furto não foi encontrado até o fechamento da edição.
Por volta, das 8h da manhã de ontem, Fábio Leandro Cardoso Zamora, de 31 anos, se dirigiu à polícia para registrar um boletim de ocorrência (B.O.). Ele revelou que sua moto, uma XR 250 Tornado, ano 2006, placas DPW 7111, teria sido furtada durante a madrugada, em sua residência, localizada na quadra 6 da rua Oliciar Guimarães de Oliveira, no Jardim América.
Segundo o delegado Ricardo Silva Dias, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) - para onde o B.O. foi encaminhado -, a polícia levantou informações que apontavam o envolvimento de Marcelo da Silva, de 25 anos, conhecido como Marmelo.
O rapaz foi localizado numa oficina mecânica para motos, situada na confluência das ruas Araújo Leite e Timbiras, na região central da cidade. No local, Marmelo teria confessado aos policiais o envolvimento no furto. Ele afirmou ter recebido a motocicleta de um terceiro, que não teve o nome publicado por ainda estar sendo investigado, que o pediu para esconder o veículo por alguns dias.
Marmelo afirmou ter levado a moto para a casa de um conhecido, Adriano Borro Cardoso, de 22 anos. A polícia se dirigiu ao local, na quadra 5 da rua Aviador Edu Chaves. Dentro da casa a moto procurada foi localizada, parcialmente desmontada. Borro confirmou a versão de Marmelo e disse que os dois haviam desmontado a moto juntos.
No entanto, as peças retiradas do veículo não estavam na casa de Borro, que confessou que mais uma pessoa estaria envolvida no crime, Mateus dos Santos Penitente, 21 anos. Na casa do terceiro envolvido, localizada na quadra 1 da rua Paulino Rafael, a polícia encontrou o restante das peças. Penitente não teve como esconder seu envolvimento e também confirmou toda a história.
Os três rapazes foram autuados em flagrante por receptação dolosa e encaminhados para o presídio de Avaí, onde aguardarão o pronunciamento da Justiça, podendo cumprir pena de 1 a 4 anos de reclusão.