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Eleição já virou caso de polícia, afirma Geraldo Alckmin em Minas

Folhapress
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Barcelona - O tucano Geraldo Alckmin disse ontem que a crise do dossiê transformou a eleição em caso de polícia e que a responsabilidade por essa metamorfose é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidenciável do PSDB fez a associação ao ser questionado se, como o governador de Minas, o tucano Aécio Neves, também acreditava que a responsabilidade pela crise era mais do PT que de Lula. Alckmin respondeu: “O PT é o Lula. Não são pessoas que estão lá longe (os envolvidos com a compra do dossiê). Não são fatos isolados. São fatos em seqüência. A festa da democracia, que é a eleição, virou problema policial, e mal-resolvido”.

Depois, o tucano continuou ligando Lula à crise do dossiê. “Até agora não se disse de onde veio o dinheiro. Até agora não se disse como o dólar entrou no país. Até agora não se disse a quem isso ia beneficiar. Até agora não se disse quem é o mentor de tudo isso.” O tucano também afirmou considerar a crise mais grave que o caso Watergate, que derrubou o presidente norte-americano Richard Nixon, e que há motivos para se desconfiar da investigação pela Polícia Federal. Alckmin não detalhou suas desconfianças.

“Existem todos os motivos para que haja um acompanhamento muito sério desse trabalho”, declarou. As associações de Alckmin foram feitas em Curvelo, no Interior de Minas. Ao lado do presidenciável estavam o governador Aécio e o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo - acusado de ligação com o valerioduto no mensalão.

Na visita, Aécio disse que Lula paga o preço de ter colocado amigos da “república sindical” no governo, mas não fez associação direta entre Lula e o dossiê. Depois, Alckmin e Aécio afirmaram em Barbacena (176 quilômetros de Belo Horizonte) que o Brasil precisa de equipe de governo escolhida “por mérito, e não por companheirismo”. “Teremos uma composição de governo feita a partir do mérito das pessoas, e não do companheirismo apenas”, disse Aécio.

Os tucanos disseram ainda que “sentem o clima de virada” na campanha à Presidência.

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