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Comissão cobra agilidade sobre origem do dinheiro

Folhapress
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Brasília - A CPI dos Sanguessugas vai enviar ofício ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) para cobrar agilidade no envio de informações da Polícia Federal que possam apontar de onde saiu o dinheiro para a suposta compra do dossiê contra candidatos tucanos. Segundo o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator da CPI, o Coaf deve ter conhecimento da origem dos recursos, uma vez que o órgão é informado sobre saques superiores a R$ 100 mil. “Estas informações já poderiam estar em mãos da PF. Esperamos agilidade”, afirmou Sampaio.

O deputado evitou fazer especulações sobre a demora no envio dos dados, mas lembrou que o Coaf é subordinado ao Ministério da Justiça. “Eu não diria que o governo está agindo, mas existe uma série de perguntas a serem respondidas”, disse. Para o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), a PF já tem fortes indícios sobre a origem dos recursos. O deputado afirmou que, segundo membros da PF, pelo menos R$ 1 milhão teriam saído de uma única conta, ainda mantida sob sigilo.

Os parlamentares evitaram fazer ilações a respeito da conta de onde teria saído o dinheiro. Gabeira e Sampaio se reuniram nesta tarde com o delegado da PF Diógenes Curado, responsável pela investigação do suposto dossiê.

Os parlamentares tiveram acesso a todos os depoimentos já tomados pela PF no episódio, além de um CD-ROM com cópia do suposto dossiê antitucano. Os deputados levaram o material que será analisado pela CPI na próxima semana, quando a comissão retoma os trabalhos após o período pré-eleitoral.

Bastos

O ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) disse ontem que a investigação sobre a tentativa de compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra está “praticamente resolvida”. A maior dúvida que existe é sobre a origem do dinheiro - R$ 1,7 milhão -, encontrado com os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos num hotel de São Paulo. “O caso está praticamente resolvido. A PF trabalha para descobrir a origem do dinheiro. A ansiedade não pode atrapalhar”, disse ele ontem no Rio após participar do encerramento da 75.ª Assembléia Geral da Interpol.

No entanto, Bastos disse que a investigação não será contaminado pelo clima eleitoral. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu uma solução para o caso.

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