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Aeroporto vai operar com passageiros e carga nacional, diz secretário

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

O secretário de Estado dos Transportes, Dario Rais Lopes, colocou fim às indefinições sobre a categoria (regional, nacional ou internacional) e a natureza (cargas ou passageiros) do novo aeroporto de Bauru. Em visita ao terminal (na divisa com o município de Arealva) ontem, ele afirmou que o aeroporto, assim que for inaugurado, servirá para transporte de passageiros e cargas nacionais. Em seguida, a Secretaria de Estado dos Transportes pedirá autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para habilitá-lo a operar também com cargas aéreas internacionais. A data da inauguração foi confirmada para 23 de outubro, Dia do Aviador.

Segundo o secretário, o novo aeroporto de Bauru, com 2.500 m2, será o maior terminal administrado pelo Estado e funcionará nos moldes dos terminais de Ribeirão Preto e São José dos Campos, incentivando as exportações. “Vamos disponibilizar a infra-estrutura e requisitos legais (junto à Anac) para incentivar as exportações e todo parque produtivo”, explica.

Já o atual aeroporto, localizado na zona sul da cidade, se voltará à vocação aerodesportiva. “No outro (atual) aeroporto, queremos reforçar a atuação do aeroclube, do vôo a vela e formação de pilotos. Cada um tem uma especificidade e requisitos de segurança distintos”, diz o secretário.

Empresas

Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade, a empresa aérea Pantanal já posicionou-se dizendo que não vai deixar o atual aeroporto de Bauru para operar no novo terminal. Mas para o secretário Rais Lopes, isso é inviável. “A partir da inauguração do aeroporto, as infra-estruturas que estão sob responsabilidade do Estado existentes no aeroporto em operação, ou seja, bombeiros, segurança e balizamento, tudo isso vai ser retirado porque o Estado não vai mais gerir aquela infra-estrutura”, explica.

O motivo da visita do secretário a Bauru foi a vistoria das obras do novo aeroporto. “Elas estão em fase final, dentro do previsto”, concluiu. Faltam apenas o asfalto em volta da pista, calçamento externo, acabamento nos sanitários e infra-estrutura de esgoto. O superintendente do Departamento Aeroviário de São Paulo (Daesp), Ricardo Volpi, e o presidente da empresa aérea Air Minas, Urubatan Helou, também compareceram.

Sobre a informação da assessoria de imprensa do Daesp, de que as companhias Gol e TAM estudam a vinda para o novo aeroporto, o secretário foi precavido. “Já temos mais duas consultas de empresas interessadas em operar no novo aeroporto. Quando estiver tudo acertado, eu falo”.

Por enquanto, apenas as empresas Pantanal e Air Minas vão operar na cidade, em sua rota comercial com a linha Bauru-Guarulhos. “Do ponto de vista da infra-estrutura, o aeroporto comporta novas empresas. Basta a região se mobilizar e mostrar seu potencial que as empresas virão”, diz.

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Nações

Sobre o prolongamento da avenida Nações Unidas, que está com as obras paralisadas, o secretário de Estado dos Transportes, Dario Rais Lopes, disse que o processo ainda está na Justiça.

“Temos um problema de uma garantia de contrato de 1994 que ainda está na Justiça. Tão logo essa questão jurídica seja resolvida, vamos retomar a obra”, afirma.

O secretário ressaltou que não há data prevista. “É um processo que está no judiciário e temos que aguardar”, completa.

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