A Polícia Militar (PM) começou a colher os frutos de um planejamento operacional implantado no segundo semestre do ano passado. Com o auxílio dele, as estatísticas de criminalidade em Bauru entraram em curva decrescente. Caíram entre 9% e 23% de janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
O delito que menos caiu foi furto de veículo (9%), seguido por homicídio (11%). “É mais difícil de coibir. Não temos como inibir um crime passional. Acontece dentro de casa”, comenta o coronel Marco Antonio Alves Miguel, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI).
Mas segundo os números apresentados por ele, os registros de furto e furto e roubo de veículo despencaram 23%. A redução de roubos ficou em 19%, mas é o índice mais comemorado. “Preocupa muito porque é crime mediante ameaça”, informa.
De acordo com o comandante, o planejamento operacional conta com uma matriz denominada Fofa (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. “Ela tira radiografia dos nossos problemas”, afirma Miguel. Ele explica que o sistema apontou a área central como a mais problemática em crimes contra o patrimônio.
A grande concentração de pessoas, o comércio e os bancos favorecem ocorrências como roubo e roubo de carros, além de furtos. Já na periferia, o destaque vai para os furtos em residência.
PCC
A queda nos índices também contou com um empurrão: os atentados organizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), em maio e julho deste ano.
“Neste período, a população se preocupou mais com a própria segurança. Pegava o filho na escola, trancava a casa e notava pessoas suspeitas na rua”, comenta o comandante do 4º BPMI. O coronel ainda ressalta que o serviço de inteligência fez com que a PM agisse diretamente contra quem comete atos ilícitos.
“Fomos quebrando as pernas do crime. No mês de outubro, temos uma reunião de gestão. Vamos aperfeiçoar (o planejamento operacional) para o ano que vem”, conclui.