Quando algum freqüentador do Distrito Industrial 1 é instigado a manifestar-se sobre problemas existentes no local, quase sempre as reclamações recaem na questão da insegurança. A baixa presença de policiamento preventivo é uma das principais queixas da população.
“É difícil ver viaturas fazendo ronda no distrito”, reclama o empresário Pedro Ferreira Nolasco, de 77 anos, que está na área desde a inauguração, no final dos anos 60. Segundo ele, sua fábrica costuma ser bastante freqüentada no período noturno, quando as atividades já estão encerradas. Os “visitantes”, como não poderia deixar de ser, quase nunca vão fazer cortesia.
Numa das últimas ocasiões, por exemplo, a intenção era das mais singelas: ao invés de realizar um roubo vultuoso, os ladrões pretendiam “apenas” furtar meio quilo de alumínio. “Como a janela estava trancada, eles arrombaram, por isso acabei tendo um prejuízo de mais de R$ 300,00”, reclama Nolasco, que acabou não prestando queixa pelo crime.
Apesar das reclamações, a Polícia Militar (PM) considera o Distrito 1 uma área tranqüila da cidade. “Existe uma viatura que faz a ronda preventiva no local, mas como ela tem de cuidar dos bairros vizinhos, muitos não percebem que ela está presente”, explica o cabo Antônio Rodrigues Taveira, da Base Sudeste da PM, responsável pela segurança da região.
Segundo ele, o número de ocorrências registradas no distrito é pequeno. “Dá uma média de duas por mês, no máximo, e mesmo assim são crimes leves”, garante. O último, registrado no dia 10 deste mês, consistiu na prisão de adolescentes que tentavam furtar panelas e fios de cobre numa fábrica.
De acordo com ele, a criminalidade anda baixa mesmo nos bairros vizinhos ao distrito. “Até no Parque Ferradura Mirim, tido como violento pelos bauruenses em geral, as ocorrência têm sido poucas. Nem brigas foram registradas ultimamente”, afirma.
Apesar disso, ele reconhece que o distrito reúne algumas condições que podem colaborar para a realização de ato criminosos. “A iluminação pública é precária no local, além do que a área possui vários terrenos baldios e prédios abandonados, o que pode vir a facilitar a vida de um bandido que tente se esconder”, preocupa-se Taveira.