Normalmente procuramos entender a vida e este mundo através das notícias veiculadas pela imprensa... e pelos comentários dos jornalistas. Tentamos também entender esta jornada através dos teóricos ou dos sábios religiosos. Dificilmente, entramos dentro de nós mesmos para sabermos, de fato, o que é este mundo.
As sensações e sentimentos entram por nossas narinas, ouvidos, boca, pele e olhos... e vamos descobrindo, sem descobrir, um monte de coisas escondidas nas entranhas dos nossos pontos energéticos. A vida vai passando diante de nós e ficamos atônitos... imersos em uma força catalítica.
Marcel Proust, um dos grandes pensadores da história da humanidade, disse muito bem: “a verdadeira jornada da descoberta não consiste em procurar novas paisagens e sim, em enxergar com novos olhos”. E ficamos aqui parados à espera de um milagre. Triste sina de quem não abre os olhos para ouvir e nem abre os ouvidos para ver. Isso mesmo. Não houve erro algum na frase anterior.
Os sentidos humanos são, segundo a sabedoria milenar oriental, a entrada do ambiente externo para dentro de todos nós. Esta energia que está no meio ambiente, considerado uma espécie de corpo estendido, chega à mente, ao intelecto, e produz todas aquelas sensações e sentimentos com o nosso ego... raiva, medo, amor, tristeza, dor... e por aí vai!
O ponto exato da mutação, ou seja, da transformação, é o segredo de tudo isto. Virar o jogo, como se diz na mídia e nas rodinhas das escolas e dos campos de futebol, é a opção. E que boa opção. Mas qual é o ponto de mutação? A resposta vem na ponta da língua: cada um de nós se encontra em uma jornada heróica em busca do Santo Graal. Cada um de nós tem uma missão. Alguns não têm certeza disso, outros nem imaginam essa coisa toda e outros, ainda, se eximem de qualquer responsabilidade.
Trocando em miúdos. Vamos começar trocando as perguntas. Ao invés de sempre dizer “o que eu posso ganhar com isto?”, entre no ponto de mutação, declarando em alto e bom som: “como posso ajudar?”
Talvez a vida comece a melhorar. Se não a sua, a vida do nosso planeta. Basta alguém começar.
O autor, Reginaldo Tech, é professor de redação e literatura. Leia mais textos acessando www.blogdotech.zip.net. Entre também no site www.comvida.org