Política

Inauguração faz prefeito atacar Purini e Lembo

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Tuga Angerami (sem partido) deixou de lado, ontem, seu esforço de não reagir a críticas desde o início de sua gestão e atacou o governo do Estado por manifestações em relação à sua ausência na solenidade de inauguração da sede do Poupatempo, realizada no último sábado. Tuga também criticou o vice-prefeito, Renato Purini (PMDB), que assumiu o compromisso de representa-lo no ato mas, na última hora, não compareceu.

Angerami disse que não havia motivo para que não recepcionasse o governador Cláudio Lembo (PFL) em Bauru. “Lembo foi recepcionado pessoalmente por Tuga em sua primeira visita a Bauru, quando o governador anunciou o prolongamento da avenida Nações Norte, obra que infelizmente não se concretizou”, cita a assessoria de imprensa da prefeitura.

Mas ele diz que faltou “consideração” ao Estado ao comunica-lo da intenção de entregar o Poupatempo no dia 23 de setembro. “Após ficar sabendo da data por boatos, o prefeito fez três contatos telefônicos com a Casa Civil e enviou fax para informar que não estaria na cidade no final de semana”, justifica.

Contudo, o Executivo alfineta que o prefeito entende que “o adiamento da inauguração não tenha sido possível, talvez até por uma questão de conveniência eleitoral”. Ele também ataca a postura de seu vice, que não compareceu para representa-lo no evento. “Renato Purini assumiu o compromisso de representar a Prefeitura de Bauru no evento e foi contatado pelo cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, mas infelizmente não honrou o compromisso assumido, causando constrangimento para os 12 secretários municipais presentes”, aponta.

O Executivo ainda reclama que os secretários “não tiveram o tratamento merecido por parte do Governo do Estado, que ignorou que secretários municipais, secretários de Estado e ministros são agentes políticos que representam o Executivo”, encerra a nota oficial.

Durante a inauguração do Poupatempo, Cláudio Lembo comentou que a ausência de Tuga mostrou que o prefeito não se sentia representado pelo povo que, ao contrário de Angerami, compareceu ao ato.

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