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Brasil cai nove posições em ranking de competitividade

Folhapress
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São Paulo - O Brasil perdeu nove posições no ranking de competitividade global do Fórum Econômico Mundial deste ano, ficando em 66.º (57.º no ano passado) entre 125 países, segundo dados divulgados ontem. A posição do Brasil no ranking é um reflexo da colocação “particularmente pobre” na categoria Macroeconomia, 114.º (em 2005, o país havia ficado em 91.º lugar). “Isso é resultado do grande déficit orçamentário em relação aos de outros países, se não pelo desempenho historicamente pobre do Brasil”, diz o boletim do Fórum.

O documento ainda destaca como razões da queda de posição do Brasil os altos níveis de endividamento do governo e o spread dos juros, o que evidencia “os pesados custos de intermediação do setor bancário brasileiro”, que afetam de modo negativo os investimentos do setor privado e contribuem para um crescimento econômico mais baixo.

A posição do Brasil também é a mais baixa entre os BRICs (termo cunhado pelo banco de investimentos Goldman Sachs para denominar o grupo de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China): a Índia ficou em 43.º; a China, em 54.º (Taiwan ficou em 13.º); e a Rússia, em 62.º. As outras oito categorias são: Instituições; Infra-estrutura; Saúde e educação básica; Educação superior e treinamento; Eficiência de mercados; Disponibilidade tecnológica; sofisticação de negócios; e Inovação.

Na América Latina, o país mais competitivo, segundo o ranking, é o Chile, que ficou em 27.º lugar - mesmo ocupado em 2005. Sistemas regulatórios, instituições sólidas (com um grau de transparência que supera a média da União Européia) e mercados relativamente livres de distorções mostram que o país se manteve estável, segundo o Fórum.

O México - que estava atrás do Brasil no ano passado - subiu uma posição e ficou em 58.º. O país apresentou bom desempenho em termos de saúde, educação primária, tecnologia e eficiência de mercados, mas partilha com a América Latina de um modo geral uma certa fraqueza institucional, segundo o documento.

O Brasil, no entanto, superou neste ano todos os outros membros efetivos do Mercosul: a Argentina, que estava à frente do Brasil em 2005, perdeu 15 posições e ficou em 69.º; o Uruguai caiu três colocações, para o 73.º lugar; a Venezuela caiu quatro e ficou em 84.º; e o Paraguai também caiu quatro e ficou em 106.º.

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