São Paulo - A advogada Liliana Prinzivalli, mãe de Carla Cepollina - namorada do deputado estadual e coronel Ubiratan Guimarães -, foi autuada por posse ilegal de armas, informou ontem o diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Domingos Paulo Neto.
A polícia paulista fez, na noite de anteontem, uma blitz no apartamento de Carla, suspeita de ter assassinado Ubiratan no último dia 9. Durante as buscas, os investigadores encontraram três armas - uma pertenceria a Liliana e as outras duas ao pai de Carla. Segundo o diretor do DHPP, Liliana foi presa por posse ilegal de arma, pagou fiança de R$ 800,00 e foi liberada.
Esclarecido. É assim que a Polícia Civil de São Paulo trata, desde ontem, o assassinato do coronel da reserva e deputado estadual Ubiratan Guimarães. A autora do crime, segundo a polícia, é a namorada da vítima, a advogada Carla Prinzivalli Cepollina, 40 anos. Ubiratan foi morto com um tiro no abdômen, entre 19h30 e 20h30 do dia 9 deste mês, no apartamento onde vivia, no bairro dos Jardins (zona oeste de São Paulo). “Para o DHPP, o caso está 100% esclarecido e é isso que vamos apresentar para o Poder Judiciário e Ministério Público. Fechamos o caso”, afirmou, na manhã de ontem, o delegado Armando de Oliveira Costa Filho, do DHPP.
Ao contrário do que disse na semana passada o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antonio Desgualdo, que dizia que as provas do crime estavam ficando cada vez mais robustas, até agora, nenhuma prova material que ligue Carla ao assassinato de Ubiratan foi apresentada oficialmente. Os laudos que buscam elementos objetivos para demonstrar e comprovar a autoria de Carla no homicídio ainda não foram concluídos pelo Instituto de Criminalística (IC).
Segundo admitiu ontem o advogado Antonio Carlos de Carvalho Pinto, defensor de Carla, “agora só falta ela colocar os dedos no papel (ter suas impressões digitais colhidas)” e ter sua ficha de antecedentes criminais anexada ao inquérito que a aponta como autora do assassinato, duplamente qualificado - motivo fútil (ciúme) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (Ubiratan estava desarmado). O defensor de Carla contesta o que o DHPP chama de conjunto de provas contra sua cliente.