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O Japão é quase 23 vezes menor que o Brasil, mas abriga quase a mesma quantidade de população

Marcelo Ferrazoli
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O professor bauruense lembra, ainda, que a ausência de espaço do Japão dificulta a vida das famílias em razão da quantidade de carros que cada um possui. “Todos os membros da família possuem um carro e, como não cabem mais do que dois nas maiores garagens particulares, o jeito é alugar alguma garagem. Nos prédios residenciais, é obrigatório ter uma vaga por morador, que tem ser alugada a parte. Caso você não faça isso, ela pode ser alugada para um morador que tenha mais de um carro ou até por alguém que more nas redondezas, fora do condomínio, e necessite de uma vaga”, explica Gimenes.

Mas se estacionar perto de casa já é complicado, como fazer então na hora de precisar ir para áreas centrais a fim de trabalhar ou fazer compras? “No centro das cidades, a exemplo do Brasil, existem estacionamentos particulares, que você pode pagar por hora, dia ou mês. Entretanto, é muito difícil conseguir uma vaga neles”, compara o bauruense. E completa:

“Lojas de conveniência, mercados, shoppings, todos têm estacionamento próprio. Alguns cobram por hora, outros oferecem de graça, e na maioria dos casos o estacionamento é maior do que a área construída do imóvel. Também é muito comum em um mesmo shopping possuir estacionamento a céu aberto e dois andares no teto para acomodar os carros, além dos estacionamentos verticais, existentes principalmente em cidades como Tóquio, Osaka e Nagoya. Já para trabalhar os japoneses preferem usar os trens ou até bicicletas se o local não for muito longe, mas é freqüente o local de trabalho oferecer estacionamento subterrâneo ou no teto.”

A dificuldade de espaço é tão séria no Japão que o fato é lembrado até na hora da aquisição dos modelos. “O candidato a comprar um veículo no país tem que provar primeiro que possui uma garagem para guardar o seu carro. Só depois ele pode adquirir o veículo.”, conclui Gimenes.

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