São notórios, e não menos alarmantes, os dados divulgados recentemente a respeito da devastação insustentável e irracional dos recursos naturais disponíveis no planeta. Desta forma, se atitudes concretas não forem tomadas, comunidades inteiras que dependem das florestas e de outros recursos do ambiente para sobreviverem estarão seriamente ameaçados. Tomemos como exemplo a Amazônia. Na área de floresta onde vivem milhões de pessoas, atividades como pesca e extrativismo são essenciais para a economia da região. Com a destruição da mata por pecuaristas e madeireiros, os recursos naturais se extinguem, prejudicando uma grande massa populacional dependente dela para se sustentar. Ademais, sabemos da vantagem e da lucratividade proporcionada à humanidade através do uso sustentável do ambiente ao invés da sua degradação, pois, ocultar em florestas, por exemplo, pode estar a cura de várias doenças, as quais atormentam a sociedade, como é o caso do câncer e da aids.
Revoltante e não menos admissível é pensar, portanto, na preservação como empecilho para o crescimento econômico e para melhora das condições sociais do país. Dada a magnitude dos fatos analisados, concluímos que um país com tantas desigualdades como o Brasil não pode se furtar em combater a devastação e nem deixar de preservar uma em biodiversidade tão vasta como encontrada em suas matas. Só assim poderá se tornar um país desenvolvido e menos desigual.
Lucas de Souza Franciscon, estudante do curso pré-vestibular - RG 41.395.868-1