Pesca & Lazer

História de pescador: Paturis e traíras


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Na fazenda de meu avó, tinha uma represa onde todos os dias à tarde desciam um monte de paturis, que ficavam nadando na lagoa. Meu avô jogou na represa, mais precisamente no local onde desciam os paturis, umas cinco cabaças, mais conhecidas no sítio como purungas, que são parecidas com uma melancia, porém ocas, que o pessoal do sitio costumava levar água para a roça.

Meu avô deixou essas purungas por mais ou menos uma semana. Os paturis, quando desciam na lagoa, acostumaram a ficar em cima dessas purungas, que ficavam boiando na lagoa. Certo dia, meu avô, que era careca, chegou mais cedo que os paturis, retirou todas as purungas e entrou na água e ficou somente com a careca de fora.

Os paturis, quando começaram a descer, foram diretos para a careca de meu avô, que disfarçadamente e com cuidado punha a mão para fora da água, agarrava os paturis e colocava no meio das pernas.

Assim ele conseguiu apanhar cinco paturis. E quando saiu da água, porque já não tinha fôlego, por incrível que pareça, agarradas nos paturis vieram seis traíras de bom tamanho, que já estavam tentando comer os paturis.

Naquele dia à tarde, para nossa alegria, sem uma arma e nenhuma vara de pescar, meu avô conseguiu caçar cinco paturis e seis traíras. Parece até mentira!!!!

Domicio Iamashsita é advogado, pescador e contador de histórias.

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